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O Cante à Moda de Pias - Grupo Coral e Etnográfico

Feliciano de Mira

Sujeito a confirmação por parte da editora


Desconto: 10%
14,39 € 16,00 €

Detalhes do Produto

Sinopse

Terra, Cante e Trabalho: O Grupo Coral e Etnográfico “os Camponeses de Pias” foi criado em 1968 para divulgar as modas da sua terra, o que executa com elevado esmero, envergando os trajes e os adereços das gentes agrícolas de meados do séc. XX.
O rigor e a qualidade das suas interpretações, sob a direção do seu fundador Barão Cachola, granjeou­-lhe o respeito e a atenção do meio musical português, tendo também gravado, em 1973, um LP – Long Play.
A entrada de Manuel Coelho para a direcção do Rancho em 1980 trouxe nova dinâmica. Ao longo dos seus anos de direção, fez parce­rias musicais com Vitorino, Janita Salomé, Lua Extra­vagente, Rio Grande e Paulo Ribeiro. No Pavilhão Atlântico em Lisboa, o Rancho acompanhou Caetano Veloso, Maria Bethânia e Farró Brabo. No tempo da sua direção, o grupo gravou: em 1993, “Os Camponeses de Pias”; em 1996, “Pias O Cante da Margem Esquerda”; em 2003, “Pias Tradição Musical”. Em 2007 inicia-se o projeto “O Cante à Moda de Pias”, que o Manel assinalou com o lançamento do site www.camponesesdepias.net.
O atual presidente António Lebre, que iniciou funções em 2008, continuou o projeto “O Cante à Moda de Pias”, fundou o grupo coral “Os Mainan­tes” composto por jovens de Pias e abriu a Taberna dos Camponeses de Pias, onde se pode cantar, acompanhado de vinhos e petiscos. Com o ensaiador Oliveiros Aleixo conti­nua­ram a parceria com Vitorino Salomé e Paulo Ribeiro e avançam para novos projetos musicais, com a Ala dos Namorados e João Gil. Em 2013 lançaram a coletânea “O Cante à Moda de Pias” e em 2015 “Entre Mestres e Apren­dizes” com “Os Mainantes”. Numa demons­tração da versatilidade do seu Cante, aceita­ram a proposta de Feliciano de Mira e realizaram em 2016 “O Cante Acusmático de Pias” com Vitor Rua, Antó­nio Duarte e a participação de Jonas Runa, que incluiu a gravação de um CD e a realização de um DVD, que estão prestes a sair.
Os Camponeses de Pias são membros da Confraria do Cante Alentejano e apoiaram a Candidatura do Cante Alentejano à Lista Representativa de Patrimó­nio Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO.
Os Camponeses de Pias têm participado em progra­mas televisivos, telenovelas, documentários, desfiles etnográficos e organizado festivais de folclore. Desde a sua fundação têm presença assídua em espectáculos no país e no estrangeiro, já atuaram em Espanha, Itália, França, Alemanha e Brasil. Neste caminho, as vozes do Rancho mantêm a mesma dolência e intensidade das memórias vividas desde a Aldeia de Pias. E com as cores do Cante continuam a participar nas cartografias do futuro onde a identidade de origem não se esquece.

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Autor

Feliciano de Mira

Feliciano de Mira nasceu na vila de Arraiolos em Portugal e tem trabalhado como consultor, investigador e professor em universidades portuguesas e estrangeiras. Realizou o pós-doutoramento em Estudos Culturais Comparados pela École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris e pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. Possui doutoramento em Socio-Économie du Développement pela École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris e doutoramento em Sociologia Económica e das Organizações pelo ISEG-Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa. Na mesma instituição obteve o mestrado em Sistemas Sócio-Organizacionais da Actividade Económica e a Pós-graduação em Sociologia Económica. A licenciatura em Sociologia foi atribuída pelo ISCTE-Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa.
No campo da etnografia, coordenou e publicou O Cante à Moda de Pias (2017), publicou Crianças do Enxoé (1997) e Falar de Pias (1996).
Noutros campos das ciências sociais, tem participação com capítulos nos livros Sociedade em Debate (2016), Os Saberes Populares ao Viés da Ecologia Humana (2016), Ecologias Humanas (2014), Prevenção e Resolução de Conflitos em África (2012), Nos Dois Lados do Atlântico: trabalhadores, organizações e sociabilidades (2011), Organização Social do Trabalho e Associativismo no Contexto da Mundialização (2010), O Desafio Africano (1997) e coordenou Educação, Empresas e Desenvolvimento em Moçambique (1997).
No campo das escritas poéticas experimentais, publicou os livros Hotel Siesta (2017), Camponesa com Cabeça de Deus ao Colo.

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