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Das Paradas Agrícolas aos Cortejos Etnográficos em Portugal - Uma narrativa gráfica de finais do Século XIX e primeira metade do Século XX

José Luis Mingote Calderón

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Detalhes do Produto

Sinopse

A folclorização da cultura popular camponesa é uma constante em Portugal no século XIX.

No último quartel daquele século, como secção de um desfile maior nas comemorações de acontecimentos históricos ou em eventos bairristas de carácter local, sob a designação de «paradas agrícolas», são frequentes os cortejos de camponeses a desfilar vestidos com o chamado «traje popular», fazendo-se acompanhar de carros rurais com elementos ou cenas da agricultura regional.

A passagem do tempo e as mudanças políticas - da Monarquia para a Primeira República, e depois para a Ditadura - permite que esses desfiles de camponeses sejam interpretados com intencionalidades políticas diversas, que chegarão ao auge do intervencionismo com a sua organização pelas instituições do Estado Novo, quando foram apresentados como prova da adesão do povo camponês ao regime de Salazar. A história dessas representações do mundo rural e das suas variantes até aos anos 1950 do século XX, é o cerne deste livro, resultado de uma aturada investigação nos arquivos e bibliotecas nacionais e de uma pesquisa exaustiva da imprensa e publicações portuguesas da época.

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Autor

José Luis Mingote Calderón

José Luis Mingote Calderón (1953). É atualmente curador do Museo Nacional de Antropologia (Madrid, Espanha). As suas linhas de pesquisa evoluíram desde os aspetos técnicos da agricultura pré-industrial, com especial as suas linhas de pesquisa evoluíram desde os aspetos técnicos da agricultura pré-industrial, os aspetos técnicos da agricultura pré-industrial, com especial as suas linhas de pesquisa evoluíram desde os aspetos técnicos da agricultura pré-industrial, com especial interesse em alfaias agrícolas, animais e património imaterial às representações dos camponeses. Tem-se dedicado também a trabalhos e exposições em que a fotografia desempenha um papel importante e, desde há alguns anos, o seu campo de estudos tem sido direcionado para Portugal, de que resultou a exposição inaugurada em 2016 no Porto, no Museu Nacional Soares dos Reis, «Da Fotografia ao Azulejo. Povo, monumentos e paisagens de Portugal na primeira metade do século XX», que percorreu depois várias localidades de Portugal e Espanha, e da qual foi editado um livro-catálogo com o mesmo nome. A passagem do tempo e as mudanças políticas ¿ da Monarquia para a Primeira República, e depois para a Ditadura ¿ permite que esses desfiles de camponeses sejam interpretados com intencionalidades políticas diversas, que chegarão ao auge do intervencionismo com a sua organização pelas instituições do Estado Novo, quando foram apresentados como prova da adesão do povo camponês ao regime de Salazar. A história dessas representações do mundo rural e das suas variantes até aos anos 1950 do século XX, é o cerne deste livro, resultado de uma aturada investigação nos arquivos e bibliotecas nacionais e de uma pesquisa exaustiva da imprensa e publicações portuguesas da época.

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