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Sinopse
Publicada em 1639, sob o reinado de Luís XIII e do seu ministro, o Cardeal de Richelieu, A Ilusão Cómica é uma das mais brilhantes peças de Corneille, que se lhe referia como “um estranho monstro”. Reflexiva e impura, de géneros cruzados (pastoral, comédia à italiana, tragicomédia, tragédia), nela se revelam em filigrana a ambiguidade da representação teatral e o palco como espaço especular. Pridamante quer descobrir o destino do filho desaparecido e, pela mão do mágico Alcandro, crê ver uma acção real, quando na verdade assiste a uma peça onde o filho representa. À “inocência” de Pridamante (e do espectador) contrapõe-se o saber de Alcandro (e de Corneille, o “mago”). O artifício do “teatro no teatro” e a linguagem como figura num jogo de subentendidos urdem uma apologia da convenção teatral enquanto espelho do mundo. Traduzida pelo poeta Nuno Júdice (1949-2024) e encenada por Nuno Carinhas em 1999, foi central na visitação que o Teatro Nacional São João propôs então do tema da “ilusão teatral”.
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