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A Ditadura Nacional e as Relações Internacionais (1926-1933)

Fora de Coleção

Pedro Soares Martínez

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Sinopse

Para além da indiscutível prioridade do equilíbrio financeiro, sem o qual a própria independência das nações se compromete, poderá admitir-se que uma outra prioridade tivesse aconselhado à Ditadura Nacional portuguesa (1926-1933) reformas amplas e imediatas do Ministério dos Negócios Estrangeiros que permitissem dar conhecimento, a nível mundial, de uma renovada vitalidade portuguesa.
Sobretudo tendo em vista a garantia de uma continuidade nacional a longo prazo, que transcendesse os regimes políticos. Mas será compreensível que aquela Ditadura, enredada em hesitações, infiltrações e hibridismos, concentrada na preocupação dominante do acerto da contabilidade do Estado e da dívida pública, mobilizada por necessidades prementes de remoção de dificuldades imediatas, a curto prazo, não tenha podido rever, em termos de justificada grandeza, uma acção diplomática da qual haveria a esperar, em larga medida, o completo reconhecimento externo das imensas potencialidades portuguesas, incluindo as económicas, e de todo o grande relevo da posição que cabia a Portugal entre as nações.

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Autor

Pedro Soares Martínez

Nasceu em Lisboa (1925), licenciou-se em Ciências Jurídicas (1947) e em Ciências Político-Económicas (1949) pela Faculdade de Direito de Lisboa, em cujo corpo docente ingressou, em 1950 como segundo-assistente. Doutorado em Ciências Político-Económicas pela mesma Faculdade (1953), foi seguidamente contratado como primeiro-assistente. Desde então tem aí regido disciplinas de Economia Política, Finanças, Direito Fiscal, Direito Corporativo, Direito do Trabalho, História Diplomática, História das Relações Internacionais e Filosofia do Direito. Foi aprovado, por unanimidade, em concursos de provas públicas, professor extraordinário e professor catedrático do Grupo de Ciências Económicas da referida Faculdade, respectivamente, em 1956 e em 1958. Também foi funcionário dos quadros diplomáticos do Ministério dos Negócios Estrangeiros, participou de diversas comissões de serviço público, desempenhou as funções de procurador à Câmara Corporativa (1960--1968) e as de ministro da Saúde e Assistência (1962-1963). Advogado pela Comarca de Lisboa, exerceu cargos de administração e de consulta em diversas empresas privadas, especialmente nos sectores bancário e segurador. Tem extensa colaboração em revistas e jornais, portugueses e estrangeiros. Director da Secção de Economia da Enciclopédia «Verbo», membro de numerosas instituições científicas e culturais, é sócio efectivo da Academia das Ciências de Lisboa, Vice-Presidente da respectiva Classe de Letras, sócio de número da Academia Portuguesa da História, sócio correspondente português do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, sócio correspondente da «Real Academia de la História» (Madrid) e da «Académia Nacional de la História», da Venezuela. É também professor da Universidade Católica Portuguesa.

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