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História Diplomática de Portugal

Fora de Coleção

Pedro Soares Martínez

2 dias

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Sinopse

As gestas militares dos Portugueses têm merecido amplos relatos aos historiadores nacionais e, até à actualidade, rasgados juízos de admiração e de louvor aos estrangeiros mais documentados e de apurada objectividade. Têm sido menos numerosas e menos extensas as referências à acção diplomática dos Portugueses através dos tempos. Mas foi à Diplomacia, sem esquecer os diplomatas ocasionais e improvisados, que coube a missão de construir e de assegurar a continuidade de Portugal, na sua individualidade e na sua independência. Sempre, necessariamente, na base do aproveitamento dos sucessos militares e de outros condicionalismos, tanto internos como externos, na subordinação aos ideais e às vocações da comunidade nacional, mas sem excluir a ponderação dos meios materiais indispensáveis aos empreendimentos, na compreensão e no respeito das crenças e dos usos dos outros povos, em antecipado entendimento das exigências da globalização à escala mundial. É essa missão cometida à Diplomacia portuguesa que se reflecte aqui, através das páginas desta "História Diplomática de Portugal".

A História da nação pelo fio dos nossos aliados e inimigos, tratados e acordos. Um retrato exímio dos jogos de poder e influência no tabuleiro geopolítico mundial, em que o papel de Portugal foi preponderante, marcando para sempre a nossa identidade colectiva.

"No respeito da verdade, apurada, conhecida, ou na cautelosa lembrança de múltiplos juízos alheios, esta obra não é apologética, não é dominada por extremos de optimismo; nem lhe faltando recordações de muita amargura. Mas as premissas carreadas me permitiram concluir, sem quebra de exigências lógicas, que as potencialidades de Portugal e dos portugueses, caldeadas num percurso longo e excepcional, ímpar, são bastantes para assegurar a continuidade de uma nação livre, sem máculas que destruam ou que justifiquem contrições, na consciência colectiva de virtudes e valores que sobressaem entre os de todos. Sem dever esquecer-se, sobretudo quando se reconhece a força imperativa de uma globalização à escala mundial, que nenhuma outra nação soube, ao nível da nação portuguesa, entender e respeitar as particularidades de todo os povos e das suas civilizações. Nem haverá motivos para julgar que tal vocação dos portugueses se tenha esfumado, ou diluído, pelos atritos de tão longo trato."

Nota do Autor:
• Tenho pouco para dizer

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Autor

Pedro Soares Martínez

Nasceu em Lisboa (1925), licenciou-se em Ciências Jurídicas (1947) e em Ciências Político-Económicas (1949) pela Faculdade de Direito de Lisboa, em cujo corpo docente ingressou, em 1950 como segundo-assistente. Doutorado em Ciências Político-Económicas pela mesma Faculdade (1953), foi seguidamente contratado como primeiro-assistente. Desde então tem aí regido disciplinas de Economia Política, Finanças, Direito Fiscal, Direito Corporativo, Direito do Trabalho, História Diplomática, História das Relações Internacionais e Filosofia do Direito. Foi aprovado, por unanimidade, em concursos de provas públicas, professor extraordinário e professor catedrático do Grupo de Ciências Económicas da referida Faculdade, respectivamente, em 1956 e em 1958. Também foi funcionário dos quadros diplomáticos do Ministério dos Negócios Estrangeiros, participou de diversas comissões de serviço público, desempenhou as funções de procurador à Câmara Corporativa (1960--1968) e as de ministro da Saúde e Assistência (1962-1963). Advogado pela Comarca de Lisboa, exerceu cargos de administração e de consulta em diversas empresas privadas, especialmente nos sectores bancário e segurador. Tem extensa colaboração em revistas e jornais, portugueses e estrangeiros. Director da Secção de Economia da Enciclopédia «Verbo», membro de numerosas instituições científicas e culturais, é sócio efectivo da Academia das Ciências de Lisboa, Vice-Presidente da respectiva Classe de Letras, sócio de número da Academia Portuguesa da História, sócio correspondente português do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, sócio correspondente da «Real Academia de la História» (Madrid) e da «Académia Nacional de la História», da Venezuela. É também professor da Universidade Católica Portuguesa.

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