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Sinopse
O mundo foi subjugado por um tirano. Esse déspota feroz, sempre pronto a vergar-nos aos seus caprichos, tem um nome, chama-se Eu. O eu narcísico das selfies, da obsessão com o sucesso e o amor-próprio, da beleza a qualquer custo, do desejo de juventude e vida eternas. Na República da Felicidade em que vivemos, o Eu é quem manda: “Sou eu quem escreve o guião da minha própria vida. Sou eu quem faz de mim aquilo que sou.” Mas o que se esconde do outro lado deste delirante espelho cor-de-rosa? A peça de Martin Crimp é uma sátira mordaz e acutilante ao ultra-individualismo e aos seus brutais efeitos: a dissolução das relações afetivas, a destruição da família, a competição, a inveja, o ciúme e a ambição egoísta que arruínam qualquer ideia de bem-estar coletivo e de democracia. Construída em três partes, Na República da Felicidade é a tentativa de criar uma Divina Comédia moderna, com os respetivos Inferno, Purgatório e Paraíso. Um engenhoso e ácido “entretenimento” sobre o tempo e o mundo que nos coube viver.
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