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Todos ou Nenhum: a libertação dos presos de Caxias

João Menino Vargas

Sujeito a confirmação por parte da editora


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Sinopse

O regime deposto pelo 25 de Abril tinha quase 4.400 prisioneiros políticos: 127 nos cárceres de Portugal e mais de 4.200 nas cadeias e campos de Angola, Cabo Verde, Guiné e Moçambique.

- Os primeiros presos libertados pelo 25 de Abril foram os 9 detidos na subdiretoria do Porto da P.I.D.E./D.G.S., pouco depois as 14 horas de 26 de abril. no forte de Caxias estavam 78 presos e no de Peniche 34, libertados praticamente em simultâneo ao início da madrugada de dia 27 após longas horas de controvérsias sobre o caráter dos crimes de que alguns eram acusados. ao mesmo tempo foram libertados 4 prisioneiros que se encontravam no hospital-prisão de Caxias e dada ordem de libertação a um preso de Peniche internado no hospital Miguel Bombarda. na manhã de 28 de abril foi libertado um preso que se encontrava na Penitenciária de Lisboa a cumprir pena acusado de delito comum.

- Nas colónias, o número de prisioneiros políticos era superior 4.200. o processo de libertação foi mais demorado do que em Portugal. Começou a 29 de abril, em Bissau (19 presos) e Luanda (85) e prosseguiu a 1 de maio no Tarrafal (68) e na Machava, Moçambique (554). a 3 de maio foram libertados 1.200 prisioneiros do campo de São Nicolau, Angola, muitos dos quais acompanhados por familiares cujo número foi estimado em 2.800. Também nesse dia foram libertados 25 presos da Ilha das Galinhas, na Guiné. em Angola, de São Nicolau e de Ponta Albina foram libertadas 306 pessoas a 12 de maio e outras 330 no dia 17, data em que da Machava foram libertadas mais 420. Ainda em Moçambique, da ilha do Ibo foram libertados 600 combatentes em 21 de maio e alguns somente em 1 de setembro. Os últimos prisioneiros independentistas libertados foram os 33 guineenses trocados a 14 de setembro por 7 soldados portugueses aprisionados pelo P.A.I.G.C.

A decisão que os jovens militares deste episódio tomaram ao não cumprirem uma decisão do general Presidente da Junta de Salvação Nacional, para que da cadeia de Caxias apenas fossem libertados os presos políticos não acusados de delito comum, teve uma importância fundamental no desenrolar dos acontecimentos do 25 de abril de 1974.

Outros heróis já esquecidos são os presos políticos que, tendo lutado pela paz e pela liberdade, se prontificavam a continuar na prisão até que a libertação a todos abrangesse, ignorando as diferenças ideológicas que os dividiam.

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Autor

João Menino Vargas

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