Cinquenta anos depois do 25 de Abril e da libertação dos presos políticos em Portugal e nas ex-colónias, assinalamos o encerramento do Campo de Concentração do Tarrafal, no dia 1 de Maio de 1974.
Instalado em Cabo Verde em 1936, funcionou até 1954, essencialmente destinado a presos políticos antifascistas deportados de Portugal.
Reaberto em 1961, sob a designação de Campo de Trabalho de Chão Bom, acolheu até 1974 nacionalistas de Angola, Guiné e Cabo Verde.
Aí foram encarcerados, na sua maioria sem julgamento, um total de 588 homens, morrendo 36 deles, vítimas das condições prisionais impostas pelo regime fascista.
A todos eles, a nossa homenagem.
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Alfredo Caldeira
ALFREDO CALDEIRA – Nascido em 1945, desenvolveu intensa ação política contra a ditadura, sendo preso pela PIDE em 1965. De formação jurídica, integrou em 1974/75 o Serviço de Coordenação da Extinção da PIDE/DGS e LP. Entre 1975 e 1979, exerceu funções no gabinete de diversos ministros da Administração Interna. Chefe de gabinete do Alto Comissário Contra a Corrupção, dirigiu também a digitalização do respetivo arquivo. Representou o ministro da Ciência e da Tecnologia no Comissariado da Expo’98.
• Dirigiu o projeto de digitalização do Arquivo & Biblioteca da Fundação Mário Soares desde a sua criação, em 1996, até 2019, e o desenvolvimento do projeto casacomum.org, participando também, no âmbito da União Europeia, no projeto HOPE – Heritage of People's Europe.
• Coordenou numerosas iniciativas de salvaguarda e recuperação de documentação histórica em Portugal, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique e Timor-Leste. • Foi investigador do Instituto de História Contemporânea da FCSH da UNL. Participou em trabalhos de investigação e documentários sobre temas históricos, políticos e culturais, realizando também numerosas exposições sobre esses temas em Portugal e no estrangeiro.
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