Nunca agradeceremos bastantemente a José Carlos de Vasconcelos a tenacidade de uma voz que vai colher
a palavra poética à incandescência do coração trazendo-a depois ao nosso convívio, húmida ainda,
maciço de algas do mar nevoento da Póvoa de Varzim.[
] Corpo de uma esperança sempre renascida,
lemos e ouvimos os poemas de José Carlos de Vasconcelos com o olhar limpo de todo o medo, ainda
quando, conforme se dá no tempo que corre, os ponteiros do relógio parecem lutar com a renovada ameaça
do negrume dos dias. Mário Cláudio.
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José Carlos de Vasconcelos
José Carlos de Vasconcelos nasceu em 1940, em Freamunde. Viveu na Póvoa de Varzim, onde começou muito cedo a colaborar em jornais e a ter intensa atividade cultural e associativa. Cursou Direito em Coimbra, sendo destacado dirigente estudantil, nomeadamente presidente da assembleia magna da Associação Académica, fundador e presidente do Círculo de Estudos Literários, ator e membro do conselho artístico do TEUC, dirigente do Cineclube e chefe de redação da revista de cultura Vértice.
Já licenciado, foi para a redação do Diário de Lisboa. Como advogado, foi defensor de presos políticos no Tribunal Plenário, e de escritores, artistas e jornalistas acusados sobretudo de «abuso de liberdade de imprensa». Fez inúmeras sessões de leitura de poesia, só ou acompanhado por Carlos Paredes, e participou em sessões de Canto Livre, com José Afonso, Adriano Correia de Oliveira e Francisco Fanhais, entre outros.
Após o 25 de Abril esteve na direção do Diário de Notícias e da informação da RTP. Nesta fez, em 1974, com Fernando Assis Pacheco, o primeiro programa literário, Escrever É Lutar, e foi comentador durante muitos anos e membro do seu Conselho de Opinião.
Fundou, com outros profissionais de informação, o semanário O Jornal, grupo Projornal, propriedade dos próprios jornalistas, de que foi diretor editorial/líder, criando outros títulos, entre eles, em 1981, o JL – Jornal de Letras, Artes e Ideias, quinzenário único nos países de língua portuguesa, dirigindo-o sempre, desde o início. A chancela O Jornal editou também livros de importantes escritores portugueses e brasileiros; e a Projornal criou, com um grupo de profissionais de rádio, a TSF/Rádio Jornal. Igualmente foi fundador, e diretor editorial, da revista Visão. Presidiu à assembleia e conselho geral do Sindicato dos Jornalistas e à direção e assembleia do Clube de Jornalistas. Além da sua atividade cívica e política, incluindo ter sido deputado, recebeu numerosos prémios e distinções em Portugal e no Brasil. Tem editados dez títulos de poesia (o último em 2013), três infantojuvenis, dois de entrevistas, um sobre Lei de Imprensa/Liberdade de Imprensa e outro de textos sobre a Póvoa de Varzim, tendo vários outros livros em preparação.
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