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Sinopse

Queremos uma filosofia que seja filosofia e nada mais, que aceite o seu destino, sem o seu esplendor e a sua miséria, e não torça os olhos, invejosa, querendo para si as virtudes cognoscitivas que outras ciências possuem, como é a exactidão da verdade matemática ou a comprovação sensível e o praticismo da verdade física. Não foi casual que no último século fosse o filósofo tão infiel à sua condição. Foi característico desses tempos no Ocidente não aceitar o Destino, querer ser o que não se era. Por isso foi uma época constitutivamente revolucionária. Em sentido último, «espírito revolucionário» significa não somente anseio de melhorar - coisa que é sempre excelente e nobre -, mas crer que se pode ser sem limites o que não se é, o que radicalmente não se é, que basta pensar numa ordem do mundo ou da sociedade que parecem óptimas para que devamos realizá-las, não reparando que o mundo e a sociedade têm uma estrutura essencial imutável, a qual limita a realização dos nossos desejos e dá um carácter de frivolidade a todo o reformismo que não conte com ela. O espírito revolucionário que tenta utopicamente fazer que as coisas sejam o que nunca poderiam ser nem têm razão para ser, é preciso que seja substituído pelo grande princípio ético que Píndaro liricamente apregoava e diz, sem mais, assim: Chega a ser o que és.

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Autor

José Ortega y Gasset

José Ortega y Gasset (Madrid, 1883-1955), filósofo e escritor, viajou para a Alemanha na juventude, recebendo a influência decisiva da corrente neokantiana na sua formação, durante a qual passou pelas universidades de Leipzig, Berlim e Marburg. Aos 27 anos obteve a cátedra de Metafísica na Universidade Central de Madrid. Em 1923 fundou a Revista de Occidente, uma das mais prestigiadas publicações culturais internacionais.
Ortega desenvolveu uma intensa atividade intelectual a partir das salas de aula e da imprensa e participou ativamente nas controvérsias do seu tempo. Autor prolífico, a maior parte da sua obra é composta por ensaios e artigos de jornal, onde criou um estilo filosófico e dotou a linguagem de uma riqueza que lhe faltava até então.

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