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Sinopse

«Depois da criação do sol, esta obra é, na minha opinião, a que poderá mais iluminar o mundo». Foi com estas palavras que um contemporâneo de Montesquieu saudou a publicação de Do Espírito das Leis. Exageros à parte, de resto próprios do chamado «Iluminismo» que a viu nascer, Do Espírito das Leis é a obra mais abrangente e variada da história da filosofia política europeia. Em nenhuma outra obra do cânone filosófico é possível encontrar uma reflexão articulada tão exaustiva sobre todos os grandes assuntos das ciências humanas: a religião e os costumes, a história e a guerra, a geografia e o clima, a economia e a fiscalidade, a demografia e a identidade nacional, a liberdade e o direito, a grandeza e a decadência, a educação e a família, e, claro, a política. Nenhuma outra obra conseguiu absorver com tanta subtileza a diversidade irredutível do mundo humano. Nenhuma outra obra até então se atrevera a considerara condição feminina como questão política, económica e social de primeira ordem. Pode até dizer-se que Do Espírito das Leis é a primeira grande obra política que apresenta e analisa em detalhe o fenómeno hoje conhecido por «globalizacão».

Do Espírito das Leis é o resultado de vinte anos de meditação. É o produto de uma ciência humana que Montesquieu pretendia que fosse genuinamente integral, isto é, que falasse do homem, da sua natureza e da sua experiência, sem omissões nem reduções.

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Autor

Montesquieu

CHARLES-LOUIS DE SECONDAT, ou barão de MONTESQUIEU (França 1689-1755), foi um filósofo, político e escritor francês que ficou célebre pela sua teoria da separação dos poderes. Filho de um oficial da guarda do rei de França, neto e sobrinho de presidente do parlamento de Bordéus, realizou os estudos jurídicos necessários à sua entrada no referido parlamento para poder herdar o título e as importantes funções do tio, sendo admitido ao cargo de conselheiro em 1708. Viria a concluir os estudos jurídicos em Paris, para onde se mudou em 1708 e frequentou assiduamente a Academia das Ciências e das Letras até ao seu regresso a Bordéus em 1713, onde, após a morte do pai e do tio se viria a tornar barão de Montesquieu e presidente do parlamento de Bordéus. Em 1726 renunciou ao cargo no parlamento de Bordéus e foi viver para Paris, preparando-se para entrar na Academia Francesa, onde viria a ser aceite em 1728. Em 1731, após uma viagem pela Europa, regressa a Bordéus, onde fixa definitivamente a residência familiar, não obstante deslocações esporádicas a Paris. Autor de várias obras, é todavia mais conhecido pelas suas Cartas Persas e pela obra Do Espírito das Leis, texto que o imortalizou.

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