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Como O Mundo Realmente Funciona

Vaclav Smil

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19,90 €

Detalhes do Produto

Sinopse

Nunca tivemos tanta informação ao nosso alcance e ainda assim a maioria de nós não sabe como o mundo realmente funciona. Este livro explica sete das realidades fundamentais que regem a nossa sobrevivência e a prosperidade. Da produção de energia e alimentos até ao nosso mundo material e à sua globalização, passando pelos riscos que corre o nosso meio ambiente e o seu futuro, Como o Mundo Realmente Funciona lembra que, antes de podermos resolver os problemas, devemos entender os factos.

Neste livro ambicioso e provocador vemos, por exemplo, que a globalização não é inevitável - o perigo de permitir que 70% das luvas de borracha do mundo fossem feitos em apenas uma fábrica tornou-se evidente em 2020 - e que as nossas sociedades têm aumentado constantemente a sua dependência de combustíveis fósseis, tornando improvável a sua eliminação completa e rápida. Por exemplo, cada tomate cultivado em estufas, e que compramos num supermercado, requer para a sua produção o equivalente a 5 colheres de sopa de diesel; e não temos formas comercialmente viáveis de produzir aço, cimento ou plástico, nas escalas necessárias, sem grandes emissões de carbono.

Vaclav Smil não é pessimista nem otimista, é um cientista, especialista mundial em energia e um polímata surpreendente. Esta é uma continuação da sua busca para tornar os factos importantes. Com base na ciência mais recente, Smil responde à pergunta mais profunda da nossa época: estamos irrevogavelmente condenados ou haverá uma utopia mais brilhante pela frente? Esta obra interdisciplinar e ampla encontra falhas em ambos os extremos.

Olhar o mundo através dessa lente quantitativa revela verdades ocultas que mudam a maneira como vemos o nosso passado, o presente e o futuro incerto.

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Autor

Vaclav Smil

Vaclav Smil (n. 1943) é o pensador mundial mais importante em questões de energia, economia energética, alimentação e questões climáticas. Em 2010, no seu blogue, Bil Gates escrevia: «Aprendo mais ao ler Vaclav Smil do que com qualquer outra pessoa.» A partir desse momento, quem não conhecia ainda Vaclv Smil e a sua obra, já então bastante extensa, começou a lê-la.
    Vaclav Smil nasceu em plena Segunda Guerra Mundial, em Plzen (então um protectorado alemão, hoje República Checa), no seio de uma família pobre que vivia na região montanhosa em torno da cidade. Desde muito jovem, Vaclav Smil estava encarregado de cortar e recolher lenha para manter a casa aquecida. Esta tarefa levou-o a pensar em duas grandes questões que se prendiam, por um lado, com a eficácia energética, e, por outro, com a densidade.
    Voraz acumulador de saber, Smil concluiu os seus estudos na Universidade D. Carlos, em Praga, onde se inscreveu em 35 cadeiras com aulas semanais durante os cinco anos em que durou a sua licenciatura. Por iniciativa própria fez todas as cadeiras relacionadas com a natureza («aprendi toda a natureza: da geologia às nuvens»).
    Depois da licenciatura, recusou-se a integrar o Partido Comunista, o que lhe limitou as saídas profissionais, conseguindo apenas um cargo menor na administração local. Na sequência da invasão soviética da Checoslováquia, pouco depois do seu casamento, Smil e a mulher conseguem sair do país uma semana antes do bloqueio das fronteiras. Emigram para os Estados Unidos da América, onde Smil conclui um doutoramento em Geografia. Pouco tempo depois, passa a viver no Canadá, onde lecciona na Universidade de Manitoba até se reformar.
Durante décadas foi pioneiro de diversos cursos de Gestão Ambiental, Geografia Industrial e Social, Problemas Populacionais, Desenvolvimento Económico, entre outros que cruzavam muitas destas áreas.
    Tem largas dezenas de livros publicados em torno dos temas que leccionou e tornou-se o pensador mais importante sobre questões de energia e da sua gestão na actualidade.
    Ficaram famosas as suas palavras quando disse: «Quase nunca me enganei neste tipo de questões e nas previsões que faço pelo simples facto de, ao contrário das empresas e dos políticos, não ter nada para vender.»


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