Partilhar

Desconto: 20%
17,60 € 22,00 €

Detalhes do Produto

Sinopse

Com os Amores, Ovídio inaugura a sua carreira de poeta do amor, que lhe granjeou fama e sucesso nos salões mundanos de Roma. Um título plural, porque em muitas leituras se desdobram estes poemas que celebram as relações entre sexos: quando os sentimentos parecem vir ao de cima e a espontaneidade é rainha, o erotismo é feito, ora de pura sensualidade, ora de contemplação e respeito, filhos do impulso e de emoções súbitas, ante o deslumbramento da beleza, é a fulguração dos sentidos, próxima do irracional. Mas há, também, um outro caminho, não menos insistente: uma densa rede de fingimentos, de traições, de ciladas, uma espécie de encruzilhadas sem fim, onde homem e mulher se divertem nas teias da sedução e do engano mútuos, onde homem e mulher se detêm a aprender e delinear ludicamente tácticas de perversão.

Ler mais

Autor

Ovídio

Públio Ovídio Nasão nasceu em Sulmo, a atual Sulmona, a 20 de março de 43 a.C. Cedo entrou nos meios literários de Roma e se tornou próximo dos melhores poetas de então. Assim teve início o seu percurso pela poesia amorosa e erótica, que o levaria, sucessivamente, a compor as Heróides, a Arte de amar, os Remédios contra o amor, os Tratamentos para a beleza da mulher. Em meio de tão grande sucesso e quando nada o fazia prever, atingiu-o um duro golpe da fortuna, súbito e inesperado: Augusto, em 8 a. C., expulsou-o de Roma e condenou-o ao exílio, em Tomos, nos confins do Império, no atual território da Roménia. E, já em Tomos, foi compondo cartas que tinham por destinatários a esposa, os amigos, a família que em Roma ficara. Organizou-as em duas coletâneas: os Tristes, primeiro, ou, talvez, numa tradução mais fiel, Cantos de tristeza, e, mais tarde, as Cartas do Ponto. Em uma e outra abundam poemas de queixume, de tristeza, um canto doentio e monótono, de quem sente fugir-lhe a inspiração para tudo o mais que não seja a celebração da sua própria dor. A qualidade estética desses poemas tem dividido os estudiosos; seja como for, porém, a verdade é que, com essas coletâneas, Ovídio inaugurou uma nova modalidade de poesia, a que poderíamos, sem exagero, chamar "poética do exílio".

Ler mais