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Sinopse

O amor das letras fê-lo abandonar a carreira administrativa, em que se iniciara, e em breve se tornou o poeta favorito da sociedade mundana do tempo. Grande lírico do amor escreveu neste primeiro período «Os Amores», em que canta a sua paixão por Corina, e A Arte de Amar que apresentamos neste volume. O amadurecimento da idade levou-o a abandonar os temas amorosos para se dedicar a obras de maior fôlego. Escreveu então As Metamorfoses, em que recolhe todas as lendas da mitologia greco-latina. e Os Factos, comentário poético das cerimónias do calendário romano. O imperador Augusto desterrou-o para Tomi por motivos poucos esclarecidos e foi ali que veio a morrer exilado., depois de ter cantado em Os Tristes as agruras do desterro. Como figura literária, Ovídio é, com Horácio e Virgílio, um dos maiores nomes do florescimento literário de Roma no século de Augusto. As suas obras situam-se e com todo o mérito, entre os clássicos da literatura latina. A Arte de Amar é certamente o seu livro mais conhecido aquele que fez de Ovídio um poema lido não apenas pelos estudiosos da literatura clássica mas também pelo leitor comum. Poema didáctico, sublinhado com um certo tom de ironia tem como tema o amor - o amor ligeiro, intranscendente, o amor sem paixão e sem inquietações profundas. A graça poética do estilo dá a esta obra um equilíbrio de forma e fundo que, para além do tema, justifica bem o interesse com que tem sido lido através dos tempos.

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Autor

Ovídio

Públio Ovídio Nasão nasceu em Sulmo, a atual Sulmona, a 20 de março de 43 a.C. Cedo entrou nos meios literários de Roma e se tornou próximo dos melhores poetas de então. Assim teve início o seu percurso pela poesia amorosa e erótica, que o levaria, sucessivamente, a compor as Heróides, a Arte de amar, os Remédios contra o amor, os Tratamentos para a beleza da mulher. Em meio de tão grande sucesso e quando nada o fazia prever, atingiu-o um duro golpe da fortuna, súbito e inesperado: Augusto, em 8 a. C., expulsou-o de Roma e condenou-o ao exílio, em Tomos, nos confins do Império, no atual território da Roménia. E, já em Tomos, foi compondo cartas que tinham por destinatários a esposa, os amigos, a família que em Roma ficara. Organizou-as em duas coletâneas: os Tristes, primeiro, ou, talvez, numa tradução mais fiel, Cantos de tristeza, e, mais tarde, as Cartas do Ponto. Em uma e outra abundam poemas de queixume, de tristeza, um canto doentio e monótono, de quem sente fugir-lhe a inspiração para tudo o mais que não seja a celebração da sua própria dor. A qualidade estética desses poemas tem dividido os estudiosos; seja como for, porém, a verdade é que, com essas coletâneas, Ovídio inaugurou uma nova modalidade de poesia, a que poderíamos, sem exagero, chamar "poética do exílio".

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