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A República Corrigida e Aumentada

Extra Coleção

José Medeiros Ferreira

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Detalhes do Produto

Sinopse

A historiografia tradicional da República avança como objetivo para a entrada do país na Grande Guerra com a manutenção das colónias. No entanto, José Medeiros Ferreira sustenta que «foram sobretudo objetivos de carácter económico e financeiro que guiaram a delegação portuguesa em Paris, primeiro presidida por Egas Moniz, ministro de Sidónio Pais e, depois de Março, por Afonso Costa. Entre esses objetivos contam-se: a participação no Conselho Executivo da SDN, o pagamento de reparações e indemnizações de guerra por parte da Alemanha, a distribuição da tonelagem da sua marinha mercante, o perdão da dívida de guerra contraída ou pelo menos a ligação do seu pagamento à liquidação das reparações por Berlim, junto do Banco de Inglaterra, no valor de 22 milhões de libras.»
De igual modo, o texto pretende realçar «o programa modernizador do republicanismo português», que se traduziu no crescimento substancial das funções do Estado liberal, esse mesmo Estado que «penetra no território como jamais tinha conseguido. Surgem e multiplicam-se novos serviços públicos como o do Registo Civil Obrigatório, o da Instrução Pública, e o do Serviço Militar Universal e Obrigatório, e ainda como o grande impulso dado à extensão dos serviços de estatística e das repartições de finanças. Na República da cidadania, todos e tudo se conta. O Estado é numerativo e pretende-se exigente no conhecimento do território e da população.»
Foi uma República que pretendeu renovar uma nação e modernizar uma Pátria e um Estado, na linha de um nacionalismo antitradicionalista.

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Autor

José Medeiros Ferreira

(1942 - 2014) Licenciou-se em História, pela Universidade de Genebra, em 1972, e doutorou-se em História Institucional e Política (Universidade Nova), em 1991. Foi assistente na Faculdade de Ciências Económicas e Sociais da Universidade de Genebra (1972-1974) e assistente convidado da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova (1981-1991), onde passou a professor auxiliar (1991-1999). É professor associado da mesma faculdade desde 1999, membro do Instituto de História Contemporânea, e preside ao Conselho Geral da Universidade Aberta (desde 2009). Deputado à Assembleia Constituinte (1975-1976), foi Ministro dos Negócios Estrangeiros do I Governo Constitucional, assinou a Adesão da República Portuguesa ao Conselho da Europa assim como à Convenção Europeia dos Direitos Humanos em 1976 e preparou com êxito o pedido de Adesão à CEE em 1977. Depois, como deputado da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa desde 1995 a 2005, foi vice-presidente desta entre 1999 e 2002. Antes fora eleito deputado ao Parlamento Europeu quando da adesão de Portugal e até 1989. Também foi presidente da Comissão de Assuntos Europeus da Assembleia da República na Legislatura de 1995 a 1999 Como professor universitário regeu as disciplinas de História Política Europeia no Mestrado de História Contemporânea da FCSH da UNL entre 1990 e 1995, e de Relações Euro-Atlânticas no Mestrado de Relações Internacionais na Universidade dos Açores entre 2000 e 2011. Convidado para inúmeros colóquios, seminários e conferências, publicou diversa obra sobre temáticas europeias e internacionais que constam da sua bibliografia. Colabora assiduamente em jornais, revistas e televisão e continua a investigar sobre questões europeias. A organização europeia é um dos núcleos mais densos do seu estudo e actividade.

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