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A Parenética Portuguesa e a Dominação Filipina

João Marques

Sujeito a confirmação por parte da editora


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Sinopse

Estudo histórico pioneiro, assente em vasto acervo textual, que revela a interferência da pregação portuguesa de matriz patriótica, ao longo do domínio filipino, na defesa e investigação do sentimento autonomista, esteio da identidade pátria, então sempre mais violentado que esmorecido. Na crítica, certeira ou ambígua, às medidas legislativas, administrativas e políticas tomadas no decurso dos sessenta anos de monarquia dual, face à situação concreta do reino e seu império ultramarino, fomentou-se no púlpito, o mais poderoso meio de comunicação social da época, o descontentamento crescente da nação e a ânsia de reaver a independência tida por usurpada. O mito sebastianista e o carisma messiânico de povo eleito foram suportes ideológicos da identidade lusa e estímulos para que o libertador encoberto e esperado acabasse por surgir. Através de um discurso intencional ou insinuado, os oradores sacros, recorrendo a figuras e alegorias bíblicas acomodadas às circunstâncias históricas surgidas, actuavam no ânimo da comunidade e assim preparavam o triunfante golpe político de 1640.
João Francisco Marques, doutor em História, catedrático jubilado da Universidade do Porto e investigador nas áreas da História Religiosa, da História das Mentalidades e da História Literária, tem publicado numerosos estudos, nomeadamente José da Silva Tavares e a Actividade Contra- Revolucionária no Período do Liberalismo (1975), José Régio e Flávio Gonçalves, Caminhos de Uma Amizade (1978), A Parenética Portuguesa e a Restauração (1989), O Clero Nortenho e as Invasões Francesas (1991), A Arquidiocese de Braga na Evangelização do Além-Mar (2002), A Acção da Igreja no Terramoto de 1755 (2006), A Utopia do Quinto Império e os Pregadores da Restauração (2007) e Morte e Sepultura. Oratória Fúnebre de Vieira (2009).

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Autor

João Marques

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