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Detalhes do Produto

Sinopse

“TEMPOS HOUVE em que o meu demónio ria,
E eu era uma luz em jardins soalheiros,
Tinha jogo e dança por companheiros
E o vinho do amor que me inebria.

Tempos houve em que o meu demónio chorava,
E eu era uma luz em jardins de crueldade,
Tinha por companheira a humildade
Que a casa da pobreza iluminava.

Hoje o meu demónio não ri nem chora,
Eu sou uma sombra num jardim perdido,
E o meu companheiro, pela morte enegrecido,
É o silêncio vazio de antes da aurora.”

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Autor

Georg Trakl

Georg Trakl (Salzburgo, 1887) é unanimemente considerado um dos mais importantes poetas de língua alemã. Começou a escrever poesia aos 13 anos, em resposta, ao que parece, ao contexto familiar, com um pai ausente e a mãe dependente de drogas, com a educação, dele e da irmã entregue à governanta francesa, que lhe abriu cedo as portas de uma tradição poética marcante. Logo após o liceu, trabalhou uns anos como farmacêutico, delineando o seu futuro, pois, em 1908, foi mesmo estudar farmácia em Viena, integrando na sua extraordinária vida cultural, onde pontuavam figuras como Ludwig Wittgenstein, que o leu e apoiou. E franqueando o acesso às drogas que, desde cedo, se tornam um eixo na sua vida. A participação na Primeira Guerra Mundial, na qualidade de oficial médico, agravou o seu estado depressivo, quase sempre ligado a uma relação incestuosa com a irmã, de algum modo presente em alguns poemas. Morreu a 3 de Novembro de 1914, em Cracóvia, de overdose de cocaína, com apenas 27 anos.

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