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Odes Didácticas - Poemas Escolhidos

João Pedro Grabato Dias

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Sinopse

A Primeira Antologia Poética de João Pedro Grabato Dia

Na Colecção de Poesia, dirigida por Pedro Mexia.

«Voz singular, ulcerada e mitológica, ensimesmada, onírica, ironicamente realista, brutal, descabelada.» Assim definiu Eugénio Lisboa o tom do livro de estreia de João Pedro Grabato Dias, publicado em Lourenço Marques em 1970. Mas se 40 e Tal Sonetos de Amor e Circunstância e Uma Canção Desesperada deu a conhecer uma poesia verbalmente maximalista, inventiva e cáustica, os títulos seguintes (três deles surgidos logo em 1971) oferecem-nos uma imagem mais diversa e versátil: a gravidade atónita de O Morto, o fôlego cosmogónico de A Arca, a crónica dos trópicos de Laurentinas, o presságio do estertor imperial em Pressaga.

Depois veio a independência de Moçambique, um veemente «acabou-se, adeus, xau, já lá vai» e uma afirmação analítico-pedagógica, brechtiana, a que se seguiram as inevitáveis decepções com o «estrabismo convergente da fraternidade divergente». E mesmo quando, de volta a Portugal, o poeta assumiu uma faceta mais lírica, mergulhando na infância e na identidade, regressavam sempre os «áfricos remorsos», a terra que amou, a condição de ter duas pátrias ou nenhuma, a incerta mas necessária crença nos factos contra os fados.

Odes Didácticas é a primeira antologia desse discurso e desse colosso. —P.M.

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Autor

João Pedro Grabato Dias

António Quadros (Viseu, 1933-Santiago de Besteiros, 1994) estudou Pintura na Escola Superior de Belas-Artes do Porto, e Gravura e Pintura a Fresco em Paris. Em 1964 parte para Lourenço Marques. Foi pintor e professor, mas também artista gráfico, ilustrador, ceramista, escultor, fotógrafo, cenógrafo e pedagogo. Trabalhou em arquitectura, apicultura, comunicação, biologia e ecologia, privilegiando uma abordagem interdisciplinar. Escreveu e publicou poesia sob diferentes pseudónimos: João Pedro Grabato Dias, com 40 e Tal Sonetos de Amor e Circunstância e Uma Canção Desesperada (1970), O Morto (1971), A Arca (1971), 21 Laurentinas (1971), Pressaga (1974), Facto/Fado (1986), O Povo É Nós (1991) e Sagapress (1992); Frey Ioannes Garabatus, com o poema épico-paródico As Quybyrycas (1972, prefácio de Jorge de Sena); Mutimati Barnabé João, ficcionado guerrilheiro morto em combate, com os poemas Eu, o Povo (1975). Coordenou, com Rui Knopfli, os cadernos de poesia Caliban. Regressa a Portugal em 1984, e lecciona na Universidade do Algarve e na Faculdade de Arquitectura do Porto, continuando a pintar e a escrever. Uma parte da sua obra plástica está antologiada no livro O Sinaleiro das Pombas (2001).


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