Publicado pela primeira vez em 1989, em edição única de treze exemplares, dá-se agora à estampa, 35 anos volvidos, uma nova edição de O Quinto Império de João Carlos Raposo Nunes, com reprodução das ilustrações originais de Helder Cerqueira.
Objeto literário de cariz faceto e escarninho, nele o poeta subverte e desmascara uma certa ideia da imperial idade, desvendando-nos as suas dúvidas quanto à nobreza e sentido de tal empreendimento num tempo de vazio espiritual.
Emparedado entre a realidade tangível do voraz Leviatã e dos mitos que o suportam e um anseio de liberdade e regresso a uma época mais pura e luminosa, o poeta interpela-se e interpela-nos, num documento de pungente candura e certeira mordacidade.
Ontem, como hoje.
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João Carlos Raposo Nunes
João Carlos Raposo Nunes nasceu em Lisboa, em 1955.
Livreiro e alfarrabista na Baixa de Setúbal, João Raposo publicou o seu primeiro livro de poemas, Todo o Voo (Que Termina) Neste Corpo, em 1976. No ano seguinte, deu à estampa É Esta a Nossa Onda Gigante e 30 Haiku. Seguiu-se O Rolar da Pedra (Ed. Pirilampo, 1980), Flores Dispersas (1986), Enviado ao Abandono (1988), Bulbul — Cânticos Arrábidos (Plurijornal, 1990) e Brancura. Livro de haikus (Licorne, 2016).
Em 1989, após uma larga temporada a conduzir um táxi em Lisboa, cumpriu o sonho de abrir uma livraria em Setúbal, a Uni-Verso, onde durante anos realizou tertúlias poéticas nas tardes de sábado. Assumira, no ano anterior, a direcção da página «Arca do Verbo», suplemento cultural semanal no jornal O Setubalense, que foi uma lufada de ar fresco na cultura da cidade sadina, durante vários anos.
Com paixão pelos livros, João Raposo e a UniVerso continuam a resistir às dificuldades financeiras a que o pequeno comércio livreiro obriga. Para conhecê-los, basta passar na Rua do Concelho, 13, em Setúbal.
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