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Sinopse

A Perseguição aos Professores conta a história de todos aqueles que, por motivos políticos, se viram impedidos de aceder à docência universitária, foram afastados dos seus centros de investigação, impossibilitados de progredir nas carreiras académicas ou compulsivamente exonerados das suas funções como investigadores ou professores das universidades portuguesas durante a Ditadura Militar e o Estado Novo.

A depuração política do corpo docente universitário ou de quem a ele pretendia aceder, quase sempre fundamentada em informações da polícia política, atingiu um largo espectro de investigadores ou docentes, muitos dos quais representavam, nos seus sectores - na matemática, na medicina, na economia, na física, na agronomia, nas ciências humanas -, o escol do pensamento científico português. A perseguição política desses elementos por parte de um regime que considerava a liberdade de opinião e de expressão, e portanto a liberdade científica, como incompatíveis com a segurança do Estado, acarretaria nefastas e duradouras consequências para o desenvolvimento científico em Portugal.

Muitos dos investigadores e docentes perseguidos pelas suas convicções políticas viram-se forçados ao exílio em vários países da Europa e da América Latina, ou nos EUA, onde livremente puderam exercer o seu múnus científico. E aí semearam a marca indelével do seu saber, deixando aos países que os acolheram aquilo que foram impedidos de oferecer ao seu.

Não parece possível abordar o problema da depuração política das universidades sem se compreenderem as relações do Estado Novo com o saber científico e académico e, portanto, com as universidades, depositárias tradicionais desse conhecimento e órgãos por excelência da sua reprodução. Tenhamos presente que no projecto político, ideológico e cultural da «política do espírito», delineado no rescaldo do plebiscito constitucional de 1933 com a criação do Secretariado de Propaganda Nacional (SPN), virá a ser atribuído um papel claramente periférico e subalterno ao saber académico, à cultura científica e às universidades de uma forma geral.

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Autor

Fernando Rosas

Historiador português, nasceu em 1946, em Lisboa, tendo-se doutorado em História Económica e Social Contemporânea pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. É, desde 1996, professor agregado de História Portuguesa Contemporânea na mesma universidade.
Oriundo de uma família de tradições republicanas, ele próprio um cidadão publicamente empenhado na defesa de ideias de justiça e igualdade social, o seu interesse enquanto investigador voltou-se para a História do Estado Novo. É hoje unanimemente considerado um dos maiores especialistas portugueses neste período histórico, sendo consultor da Fundação Mário Soares e de várias estações de televisão e rádio. É ainda director da revista História e presidente do Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa, onde coordena várias iniciativas científicas no âmbito da cooperação deste instituto com diversas instituições.
De salientar na sua vasta produção: "As Primeiras Eleições Legislativas sob o Estado Novo", "O Salazarismo e a Aliança Luso-Britânica", "Salazar e o Salazarismo" e "Armindo Monteiro e Oliveira Salazar - correspondência política, 1926-1955".

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