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Carta Sobre os Cegos para Uso Daqueles que Vêem

Denis Diderot

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Sinopse

Nesta obra Diderot interroga um cego de nascença sobre a ideia que lhe desperta a noção de simetria ou da beleza, procurando certificar-se de que a “beleza” para um cego não é senão uma palavra quando separada da utilidade. Todas as respostas do cego se mostram rela-tivas nos únicos sentidos de que ele dispõe. As princi-pais noções de metafísica e moral são igualmente con-cebidas por ele depois da sua experiência sensitiva. Assim, não há bem nem mal, mas pessoas que guiam os cegos e lhes abrem horizontes. Este diálogo entre um cego e um ser que vê, patente na primeira parte desta Carta Sobre os Cegos..., tem pois por objectivo levar o leitor a inclinar-se para o relativismo. A segunda parte do texto é ainda mais subversiva por Diderot sustentar aí a hipótese de uma grande desordem universal: o que é aqui normalidade não será noutro lado uma excepção? Radicalmente materialista, Diderot vira-se assim para o ateísmo e arrasta-nos com ele até à vertigem no turbi-lhão da sua reflexão que, publicada sob forma de livro em Junho de 1749, vem a ser censurada e a merecer- -lhe a prisão.

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Autor

Denis Diderot

(1713-1784) Foi um escritor, enciclopedista e filósofo francês do século XVIII, bem como um dos principais pensadores do Iluminismo. Co-director da Enciclopédia, foi extraordinariamente versátil e prolífico, tendo da sua pena saído romances, sátiras, teatro, ensaios críticos sobre arte e literatura, sobre ciência natural e medicina, e cartas sobre a maior parte dos assuntos.

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