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Sinopse

Solomon the elephant´s life is about to be upturned. For two years he has been in Lisbon, brought from the Portuguese colonies in India. Now King Dom Joao III wishes to make him a wedding gift for the Hapsburg archduke, Maximilian. It´s a nice idea, since it avoids the Portuguese king offending his Lutheran cousin with an overtly Catholic present. But it means the poor pachyderm must travel from Lisbon to Vienna on foot - the only option when transporting a large animal such a long way. So begins a journey that will take the stalwart Solomon across the dusty plains of Castile, over the sea to Genoa and up to northern Italy where, like Hannibal´s elephants before him, he must cross the snowy Alps. Accompanying him is his quiet keeper, Subhro, who watches while - at every place they stop - people try to turn Solomon into something he is not. From worker of holy miracles to umbrella stand, the unassuming elephant suffers the many attempts of humans to impose meaning on what they don´t understand. Saramago´s latest novel is an enchanting mix of fact (an Indian elephant really did make this journey in 1551), fable and fantasy. Filled with wonderful landscapes and local colour, peppered with witty reflection on human failings and achievements, it is, in the end, about the journey of life itself.

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Autor

José Saramago

Filho e neto de camponeses, José Saramago nasceu na aldeia de Azinhaga, província do Ribatejo, no dia 16 de Novembro de 1922, se bem que o registo oficial mencione como data de nascimento o dia 18. Os seus pais emigraram para Lisboa quando ele não havia ainda completado dois anos. A maior parte da sua vida decorreu, portanto, na capital, embora até aos primeiros anos da idade adulta fossem numerosas, e por vezes prolongadas, as suas estadas na aldeia natal. Fez estudos secundários (liceais e técnicos) que, por dificuldades económicas, não pôde prosseguir. O seu primeiro emprego foi como serralheiro mecânico, tendo exercido depois diversas profissões: desenhador, funcionário da saúde e da previdência social, tradutor, editor, jornalista. Publicou o seu primeiro livro, um romance,"Terra do Pecado", em 1947, tendo estado depois largo tempo sem publicar (até 1966). Trabalhou durante doze anos numa editora, onde exerceu funções de direcção literária e de produção. Colaborou como crítico literário na revista Seara Nova. Em 1972 e 1973 fez parte da redacção do jornal Diário de Lisboa, onde foi comentador político, tendo também coordenado, durante cerca de um ano, o suplemento cultural daquele vespertino. Pertenceu à primeira Direcção da Associação Portuguesa de Escritores e foi, de 1985 a 1994, presidente da Assembleia Geral da Sociedade Portuguesa de Autores. Entre Abril e Novembro de 1975 foi director-adjunto do jornal Diário de Notícias. A partir de 1976 passou a viver exclusivamente do seu trabalho literário, primeiro como tradutor, depois como autor. Em Fevereiro de 1993 decidiu repartir o seu tempo entre a sua residência habitual em Lisboa e a ilha de Lanzarote, no arquipélago das Canárias (Espanha). Era casado com Pilar del Río. Em 1998 ganhou o Prémio Nobel da Literatura e a academia anunciou-o da seguinte forma: "... que, com parábolas portadoras de imaginação, compaixão e ironia torna constantemente compreensível uma realidade fugidia." Faleceu no dia 18 de Junho de 2010 na sua casa de Lanzarote vítima de leucemia crónica.

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