Two decades after Portuguese novelist and Nobel Laureate Jose Saramago shocked the religious world with his novel "The Gospel According to Jesus Christ", he has done it again with "Cain", a satire of the Old Testament. Written in the last years of Saramago´s life, it tackles many of the moral and logical non sequiturs created by a wilful, authoritarian God, and forms part of Saramago´s long argument with religion. The stories in this book are witty and provocative. After Adam and Eve have been cast out of Eden, Eve decides to go back and ask the angel guarding the gate if he can give her some of the fruit that is going to waste inside. The angel agrees, and although Eve swears to Adam that she offered the angel nothing in return, their first child is suspiciously blond and fair-skinned. Cain, in his wandering, overhears a strange conversation between a man named Abraham and his son Isaac - and manages to prevent the father from murdering the son. The angel appointed by God to prevent the murder arrives late due to a wing malfunction. Cain brushes off his apology. 'What would have happened if I hadn´t been here?' Cain asks, 'and what kind of god would ask a father to sacrifice his own son?' Saramago died in June 2010, shortly after the controversial Portuguese publication of Cain but before he could participate in its publication in other countries. Harvill Secker´s edition of this remarkable book will be part of a tribute to Saramago´s life and work which includes the gradual reissue of his previous novels as Vintage Classics.
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José Saramago
Prémio Nobel de Literatura, 1998
Autor de mais de 40 títulos, José Saramago nasceu em 1922, na aldeia de Azinhaga.
As noites passadas na biblioteca pública do Palácio Galveias, em Lisboa, foram fundamentais para a sua formação. «E foi aí, sem ajudas nem conselhos, apenas guiado pela curiosidade e pela vontade de aprender, que o meu gosto pela leitura se desenvolveu e apurou.»
Em 1947 publicou o seu primeiro livro que intitulou A Viúva, mas que, por razões editoriais, viria a sair com o título de Terra do Pecado. Seis anos depois, em 1953, terminaria o romance Claraboia, publicado apenas após a sua morte.
No final dos anos 50 tornou-se responsável pela produção na Editorial Estúdios Cor, função que conjugaria com a de tradutor, a partir de 1955, e de crítico literário.
Regressa à escrita em 1966 com Os Poemas Possíveis.
Em 1971 assumiu funções de editorialista no Diário de Lisboa e em abril de 1975 é nomeado diretor-adjunto do Diário de Notícias.
No princípio de 1976 instala-se no Lavre para documentar o seu projeto de escrever sobre os camponeses sem terra. Assim nasceu o romance Levantado do Chão e o modo de narrar que caracteriza a sua ficção novelesca. Até 2010, ano da sua morte, a 18 de junho, em Lanzarote, José Saramago construiu uma obra incontornável na literatura portuguesa e universal, com títulos que vão de Memorial do Convento a Caim, passando por O Ano da Morte de Ricardo Reis, O Evangelho segundo Jesus Cristo, Ensaio sobre a Cegueira, Todos os Nomes ou A Viagem do Elefante, obras traduzidas em todo o mundo.
No ano de 2007 foi criada em Lisboa uma Fundação com o seu nome, que trabalha pela difusão da literatura, pela defesa dos direitos humanos e do meio ambiente, tomando como documento orientador a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Desde 2012 a Fundação José Saramago tem a sua sede na Casa dos Bicos, em Lisboa.
José Saramago recebeu o Prémio Camões em 1995 e o Prémio Nobel de Literatura em 1998.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, condecorou postumamente, a 16 de novembro de 2021, José Saramago com o grande-colar da Ordem de Camões, pelos "serviços únicos prestados à cultura e à língua portuguesas", no arranque das comemorações do centenário do nascimento do escritor.
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