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Novo Mundo - Arte Contemporânea no tempo da pós-memória

António Pinto Ribeiro

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Sinopse

É um livro sobre obras e sobre artistas que praticam diversas linguagens e géneros artísticos - do cinema à música, das artes visuais ao teatro, à dança e à fotografia. Têm em comum memórias que lhes foram transmitidas pelos pais e avós de origem africana, memórias diferidas e apropriadas segundo cada um e que, hoje, constituem parte da matéria das suas obras.

São por isto designados artistas na condição de pós-memória.

Atualmente abrangem duas gerações de artistas que protagonizam muito do que é pertinente, ousado, expressivo e crítico nas artes europeias contemporâneas.

Pela natureza das suas obras, estes artistas são portadores de um presente tão inovador quanto urgente e a sua presença transnacional e transterritorial transporta consigo uma energia combativa face às heranças do colonialismo e ao racismo, a par de clamarem pela urgência de descolonização dos cânones e pela necessidade de uma re-escrita das histórias de África e da Europa, e não só da História de Arte.


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Autor

António Pinto Ribeiro

É investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. Foi diretor artístico e curador responsável em várias instituições culturais portuguesas, nomeadamente da Culturgest e da Fundação Calouste Gulbenkian. Foi comissário geral de «Passado e Presente – Lisboa Capital Ibero-Americana da Cultura 2017». Os seus principais interesses de investigação desenvolvem-se na área da arte contemporânea, especificamente africana e sul-americana. Das suas publicações mais recentes destacam-se Novo Mundo – Arte Contemporânea no tempo da pós-memória (2021), Peut-on Décoloniser les Musées? (2019), África, os quatro rios – A representação de África através da literatura de viagens europeia e norte-americana (2017) e a organização dos dois volumes de O Desejo de Viver em Comum (2018) no âmbito das conferências da Lisboa Capital Ibero-Americana da Cultura 2017.

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