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Cronstadt 1921 - Crepúsculo Sangrento dos Sovietes

Ida Mett

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Sinopse

Cronstadt fica sobre a ilha de Kotline, a uma distância de 26,5 km de Petrogrado, a 7 km de Oranienbaum, a 13 km de Lissi Nos e a 21 km de Terioki. A fortaleza foi construída por Pedro, o Grande, em 1710, para a defesa naval de Petrogrado.

A coragem dos marinheiros de Cronstadt na luta contra a autocracia czarista mereceu elogios de Lenine, Trotski e dos bolcheviques em geral. Em 1917, eles tiveram um papel decisivo na aparente conquista do poder pelo proletariado russo.

De 3 a 16 de Março de 1921, o sangue correu nas ruas de Cronstadt, que se havia revoltado contra a usurpação do poder dos sovietes pelo Partido Comunista. Desta vez, Lenine e Trotski pouparam os elogios e concentraram o seu esforço em destruir uma insurreição que ameaçava os novos exploradores do povo russo.

Até hoje, tanto a historiografia corrente no Ocidente como a historiografia oficial soviética, subordinada a interesses estatais e impedida de encetar uma investigação livre, têm sistematicamente mentido ou silenciado os factos relativos a um dos episódios maiores da fase final da Revolução Russa.

É à história desse episódio, esmagamento sangrento do último soviete livre, que este livro serve de introdução insubstituível.


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Autor

Ida Mett

Ida Guilman nasceu em 1901, em Smorgon (actual Bielorrússia), na Rússia czarista. Os seus pais, de origem judaica, eram negociantes de tecidos. Ida estudou Medicina e começou a exercer em Carcóvia, na Ucrânia. Com o intuito de escapar a uma comissão de depuração política, foi para Moscovo, onde terminou os estudos de Medicina em 1924. Ali teve o primeiro contacto com os meios anarquistas. Pouco tempo depois, foi detida pelas autoridades soviéticas, por alegadamente participar em actividades subversivas, mas conseguiu fugir para a Polónia com a ajuda de contrabandistas judeus. Depois de ter passado cerca de dois anos na Polónia e de uma breve estada em Berlim, Ida rumou a França, em 1926, onde adoptou o apelido Mett. As leis proteccionistas contra os diplomados estrangeiros obrigaram-na a repetir os estudos em Medicina, que terminou em Paris. Na capital francesa, integrou o grupo editorial do periódico anarquista Dielo Trouda, editado por anarquistas russos exilados em França, como Piotr Arshinov, Gregori Maximoff e Nestor Makhno. Chegou a ser secretária deste último, ajudando-o a redigir as suas memórias, mas as divergências que com ele manteve culminaram na sua expulsão do grupo editorial. Ida participou também na reunião internacional de discussão sobre o projecto da plataforma do movimento anarquista. Foi nesse contexto que conheceu Nicolás Lazarevich, um belga de origem russa que também integrava o grupo editorial do Dielo Trouda. Viveram juntos e foram editores dos jornais La Libération Syndicale e Le Réveil Syndicaliste, tendo também participado na revista francesa de ex-leninistas e sindicalistas críticos La Révolution Prolétarienne. Ambos animaram campanhas internacionais que reivindicavam a libertação de presos da URSS, como Victor Serge. Em 1928, foram expulsos para a Bélgica, onde conheceram Ascaso e Durruti, que também haviam sido expulsos de França. Regressaram a França em 1936. Entre 1937 e 1938, Ida escreveu para o jornal da Federação Anarquista Francesa Le Libertaire, e aí denunciou a execução de hierarcas bolcheviques na URSS e a intervenção soviética na Guerra Civil de Espanha. Durante a Segunda Guerra Mundial, mais precisamente em 1940, foi detida em França com o seu filho de oito anos. Libertada graças a Boris Souvarine, conhecido escritor francês (de origem russa, ex-leninista e excelente conhecedor dos calabouços soviéticos), permaneceu no Sul de França até ao fim do conflito. De 1948 a 1951, voltou a exercer Medicina, enquanto Lazarevich retomou o ofício de revisor de imprensa. De 1951 em diante, Ida trabalhou como tradutora técnica para a indústria química. Morreu em Paris, no dia 27 de Junho de 1973.

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