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Corsário das Ilhas - O Retrato do Semeador

Vitorino Nemésio

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Detalhes do Produto

Sinopse

Na edição original de Corsário das Ilhas, Vitorino Nemésio deixou-nos uma «Advertência» onde dava a conhecer o contexto em que as crónicas haviam sido escritas (o de duas viagens aos Açores, uma delas com passagem pela Madeira), e o caráter formal de que se revestiam: narrativa de viagens e memórias. Afirmava ainda entendê-las como um «Jornal» escrito e falado, a partir de intervenções no Diário Popular e ao microfone da Emissora Nacional, em cuja categoria integra também Ondas Médiase O Segredo de Ouro Preto e Outros Caminhos.

Só mais tarde, aquando da publicação da edição crítica das Obras Completas de Vitorino Nemésio, empreendida pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda, é desenvolvido um esforço de interpretação destes textos. A presente edição procurou ser o mais fiel possível às escolhas de Nemésio, apenas aproveitando a divisão em parágrafos que o autor afirmou preferir.

Este é o segundo volume da série Crónica da Obra Completa de Vitorino Nemésio. Com esta edição, destinada a um público vasto, em que cada volume é revisto e apresentado por um especialista na matéria, a Imprensa Nacional e a editora Companhia das Ilhas dão um contributo decisivo para a divulgação e o conhecimento da obra de um dos escritores que ficarão para a história da literatura portuguesa do século XX.


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Autor

Vitorino Nemésio

Vitorino Nemésio nasceu na Praia da Vitória, Ilha Terceira, a 19 de Dezembro de 1901. Faleceu em Lisboa a 20 de Fevereiro de 1978.
Fez aí os estudos primários e os secundários em Angra do Heroísmo e na Horta. Em 1921 matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e, mais tarde, no curso de História e Geografia da Faculdade de Letras da mesma Universidade, exercendo ao mesmo tempo as funções de revisor da Imprensa da Universidade. Em 1924, matriculou-se em Filologia Românica; em 1930, transferiu-se para a Faculdade de Letras de Lisboa onde, no ano seguinte, concluída a Licenciatura, foi contratado para leccionar Literatura Italiana como professor auxiliar.
Doutorado em Letras pela Universidade de Lisboa com a tese A Mocidade de Herculano até à volta do exílio, foi charge de cours na Universidade de Montpellier, passando, anos depois, para a Universidade de Bruxelas onde foi maître de conférences e professeur agréé. Em 1939, chegou a professor catedrático da Faculdade de Letras de Lisboa. Leccionou em diversas universidades brasileiras (Bahia, Ceará, Rio de Janeiro).
Eleito sócio efectivo da Academia das Ciências de Lisboa (1963), foi feito doutor honoris causa pela Universidade de Montpellier (1965) recebendo, no mesmo ano, o Prémio Nacional de Literatura pelo conjunto da sua obra.
Em 1969, começou a apresentar na RTP a série de programas “Se bem me lembro”. A 12 de Dezembro de 1971, o Professor Vitorino Nemésio proferiu a sua última lição na Faculdade de Letras de Lisboa, e em 1974 recebeu o Prémio Montaigne, da Fundação Freiherr von Stein/Friedrich von Schiller, de Hamburgo. Entretanto (1973 a 1977), compôs uma série de poemas de carácter erótico dedicados ao seu serôdio e derradeiro amor, Margarida Victória, Marquesa de Jácome Correia, publicados postumamente sob o título Caderno de Caligraphia e Outros Poemas para Marga.
Morreu em Lisboa, a 20 de Fevereiro de 1978.
A obra literária de Nemésio distribui-se pela poesia, pela ficção, pelo ensaio e pela crónica, géneros em que se notabilizou: o romance Mau Tempo no Canal é geralmente considerado como um dos grandes romances da literatura portuguesa, ao lado de Os Maias, de Eça de Queiroz. Tendo-se estreado como autor, aos quinze anos, com o volume de poesia Canto Matinal, Nemésio foi autor de alguns dos livros mais marcantes da literatura portuguesa do século XX, de que se poderá salientar O Bicho Harmonioso, Eu, Comovido a Oeste, Mau Tempo no Canal, Festa Redonda, O Verbo e a Morte, Limite de Idade e Era do Átomo Crise do Homem.
Figura de projecção nacional e internacional, com muitas das suas obras publicadas em outras línguas, Vitorino Nemésio sempre assumiu, como homem e como artista, as suas origens açorianas, sendo sua a definição do conceito de açorianidade.
A Companhia das Ilhas e a Imprensa Nacional publicam em parceria, desde 2018, a sua Obra Completa.

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