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Detalhes do Produto

Sinopse

Carla Filipe: «As orações terminaram assim que findei a escola primária. Só passadas décadas é que constatei que nunca foi “pescadores”, mas sim “pecadores”. “Rogai por nós, pecadores” e não “Rogai por nós, Pescadores”. Nunca foi uma metáfora de peixe para todos…»
A exposição Código Civil […] reúne várias obras concebidas ao longo dos últimos anos, pertencentes a diferentes séries de trabalho que, através de uma extensa e continuada prática do desenho, relevam a importância da arte nos modos de ver e relacionar arte, arquivo, história, política e vida no percurso da artista. Nestas obras, pensa-se, desenha-se e imprime-se criticamente sobre a cidade, a habitação, o urbanismo, a imprensa, a condição da mulher, o exílio, o patriarcado, a religião, a política, a opressão, o povo, a revolução, o trabalho, a escrita, a criação, a desigualdade, a marginalização, a perseguição, os regimes e arquiteturas penais, o colonialismo e a descolonização, a guerra, a exploração, a saúde, a resistência, a sobrevivência, a luta, o direito ao amor…
[Pedro Faro]

 O diálogo com Mulheres do Meu País e Novas Cartas Portuguesas que Carla Filipe empreende em Código Civil funciona, porém, não apenas como uma homenagem e prolongamento, mas também como um corretivo. A visibilização crítica da colonialidade em diversos momentos da exposição — como a menção à presença de mulheres escravizadas nos conventos no quadro O convento: Do privilégio à clausura — não tem precedente em nenhuma das duas obras: a poderosíssima denúncia das condições de vida da maioria das mulheres portuguesas na reportagem de Maria Lamas não abrange indivíduos nem comunidades racializadas, enquanto na crítica que as Três Marias dirigem à violência da Guerra Colonial as únicas vítimas evocadas são os soldados portugueses e as suas mães, esposas e namoradas igualmente portuguesas, a condição colonial surgindo apenas como a metáfora da subalternidade feminina na sociedade patriarcal («Porque só de minha posse na verdade te importas: eu tua terra, colónia, tua árvore-sombra-programada para acalmar sentidos»).
[Anna M. Klobucka]

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Autor

Carla Filipe

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