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Sinopse

Texto que tem por tese central a ética como filosofia primeira, Totalidade e Infinito induz a Levinas uma crítica frontal da categoria de "totalidade", típica da filosofia ocidental no seu culto do Mesmo e do neutro, do pensamento absoluto e globalizador. A obra opõe a filosofia - dominada precisamente pelo conceito de totalidade - à escatologia da paz e da justiça, cuja visão se consuma na experiência moral, e pretende demonstrar que a totalidade não preenche a verdadeira medida do ser, que a experiência moral atesta um excedente sempre exterior ao Todo, e que o próprio saber remete para uma situação que já não se pode expressar em termos de totalidade: a exterioridade, a transcendência ou o infinito produzem-se no Rosto de outrem.

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Autor

Emmanuel Levinas

EMMANUEL LÉVINAS (1906-1995) é, na contemporaneidade filosófica, o filósofo da ética. De uma outra e diferente ética, de uma nova ética, de uma ética que, não sendo mais, como hegemonicamente foi e continua a ser, um registo, entre outros, do filosófico, se quer a filosofia primeira. Uma ética que, distinta do moralismo, que, como o próprio Lévinas observa, tem má reputação, e pensada em lermos meta-onto-gnosiológicos, quer dizer antes e para além da ontologia e do saber, e portanto antes e para além do político, do jurídico e da própria moral, se configura como o "humano enquanto humano". Um humano desinteressado, um humano que tem na responsabilidade, numa responsabilidade ilimitada ou extra-ordinária, a sua génese e a sua in-condição.

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