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Detalhes do Produto

Sinopse

A velhice e a infância, as viagens e os livros, o amor e a sua materialidade. 

A poesia e o tempo, a morte e a guerra, a política e os anos da Revolução. 

Luís Castro Mendes escreve contra o esquecimento, enquanto o mundo brilha cheio de som e de fúria, de beleza e de horror.

«Os poetas eram acusados de viver numa torre de marfim, ainda que essa torre pudesse ser mais frequentemente o barril de Diógenes, que apenas pediu a Alexandre o Grande, que o instou a formular um desejo, que se afastasse de si, porque a sua sombra lhe tirava o sol. Eu creio que a barbárie nos tira o sol, mas com o sol rouba-nos os jogos, a alegria, a inocência, tudo aquilo que não pesa por grave nos nossos corpos e nas nossas consciências, que é o poder de criar e fruir a própria vida.

Um poema de Kavafis descreve a ansiedade de um povo pela chegada iminente dos bárbaros. E quando eles afinal não chegam, lavra a desilusão. E agora que vai ser de nós sem os Bárbaros?/ Essa gente era uma espécie de solução, conclui o poema de Kavafis.

Estarão as nossas sociedades, como estes cidadãos do poema, ansiosamente à espera dos bárbaros que, se não resolvem os problemas, pelo menos eliminam-nos, pela espada dos guerreiros ou pela censura dos ditadores? Sim, os bárbaros são uma solução para muita gente. Menos para aqueles que vivem para alguma coisa a que a liberdade faz tanta falta como o oxigénio: a dignidade de ser humano.»

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Autor

Luís Filipe Castro Mendes

Nasceu em 1950 e, ainda muito cedo, entre 1965 e 1967, foi colaborador do jornal Diário de Lisboa-Juvenil. Em 1974, licenciou-se em Direito pela Universidade de Lisboa e desenvolveu, a partir de 1975, uma longa carreira diplomática. Entre outros cargos, foi Cônsul Geral no Rio de Janeiro e depois Embaixador em Budapeste, Nova Deli, junto da UNESCO e junto do Conselho da Europa, em Estrasburgo. Foi Ministro da Cultura do XXI Governo Constitucional da República Portuguesa.

Enquadrável numa estética pós-modernista, a sua obra revela um universo enigmático onde o fingimento e a sinceridade, o romântico e o clássico, a regra e o jogo conduzem às realizações mais lapidares e expressivas. Publicou na Assírio & Alvim os livros A Misericórdia dos Mercados, Outro Ulisses Regressa a Casa e Poemas Reunidos, título vencedor do Grande Prémio de Poesia Teixeira de Pascoaes APE/ Câmara Municipal de Amarante 2019.

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