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Os Novos Descobrimentos - Do Império à CPLP: Ensaios sobre História, Política, Economia e Cultura Lusófonas

Fora de Coleção

Octávio dos Santos, Luís Ferreira Lopes

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Sinopse

Prefácio

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa existia já muito antes de ter sido institucionalizada há 10 anos em Lisboa, em 1996.
A partilha da língua portuguesa, uma herança histórica e cultural, demonstrou ser um elo muito forte para aquilo que constitui hoje uma associação de oito países em quatro continentes. Por muito diversos que fossem e por mais longe que geograficamente se situassem, estes países sempre se sentiram como parte de uma comunidade cultural, mantendo ligações muito chegadas e cooperando em áreas de âmbito muito vasto.
Não obstante, a criação formal da CPLP significou mais um passo em frente. E, julgo que também, um passo pleno de êxito, uma vez que proporcionou um quadro dentro do qual as relações existentes se podiam reforçar e desenvolver. Olhando para trás, julgo que se pode afirmar hoje que a CPLP provou o seu valor, teve êxito nos objectivos que se colocou, isto é, enquanto plataforma para a concertação político-diplomática; na cooperação, seja económica, social, cultural, jurídica ou técnico-científíca; e na promoção da língua portuguesa. É certo que se poderia ter ido mais longe. Mas qualquer análise objectiva da evolução da CPLP deverá distinguir entre aquilo que são dificuldades da Comunidade e do seu processo de institucionalização e aprofundamento e as próprias insuficiências de Estados Membros que se confrontam ainda com os problemas derivados de conflitos anteriores de que saíram recentemente. E vale a pena notar que, mesmo perante situações de crise, a Comunidade não vacilou nem se pôs alguma vez em dúvida a vontade de os seus membros a integrarem e desenvolverem. Olhando em frente, podemos afirmar que a CPLP será ainda mais importante para fazer face, em conjunto, aos desafios de amanha.
A solidariedade é um elemento chave da comunidade e assume particular importância cada vez que um dos seus membros entra em crise. Aconteceu no passado e acontece ainda hoje. Creio que nessas alturas a solidariedade e todas as acções da comunidade na assistência a um dos seus membros se revelam contribuições importantes para resolver a crise, ao mesmo tempo que servem para unir mais o conjunto.
Este trabalho de Luís Ferreira Lopes e de Octávio dos Santos, levado a cabo com o interesse de analista, mas também com a paixão de alguém que não esconde o seu compromisso com os valores da lusofonia, constitui um contributo de relevo para o conhecimento da génese e da evolução desse notável projecto que é a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.
Não posso deixar de acrescentar uma dimensão europeia a esta questão. Sempre tive um grande empenho na lusofonia e nas minhas anteriores funções estive também envolvido directamente na criação da CPLP, bem como na garantia de uma cooperação estreita entre os PALOP e a Comissão Europeia. Posso mudar de funções, mas não mudo as minhas convicções: reforçar e desenvolver a CPLP estará sempre perto do meu coração.

José Manuel Durão Barroso
Presidente da Comissão Europeia

Índice

Prefácio
Introdução: Descobrir os novos caminhos

Parte l
A construção de uma Comunidade

Parte II
Os Novos Descobrimentos
A fuga de Portugal
Celebrar a Lusofonia
Gritos de mar
Das palavras aos actos
Vozes pela lusofonia: propostas de estratégia para o «reencontro de culturas»

Parte III
Portugal hesita na «Lusaliança»
Brasil aposta forte em África
«Namorar» o gigante
Apostar ou morrer
Porquê investir em Angola?
Comunidade lusófona: para que te quero?
Onde está a «diplomacia económica»?
O Novo Império
1998 dos equívocos
Comunidade virtual?
Pôr os pontos nos «is»
A minha pálria é a língua portuguesa... processada por computador
A REDEScoberta do Brasil
Herdeiros de Camões: alguns factos e tendências recentes das culturas lusófonas.
Timor, daqui Portugal!

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Autor(es)

Octávio dos Santos

OCTÁVIO DOS SANTOS nasceu em Lisboa a 16 de Abril de 1965. Após passar pela Faculdade de Economia da UNL, segue Sociologia no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (de cujo Conselho Directivo fez parte) onde é um dos alunos a concluir o primeiro seminário (especialização) de Sociologia da Comunicação daquela licenciatura. Iniciou-se no jornalismo em 1985 como redactor, depois chefe de redacção, do jornal regional Notícias de Alverca, e foi coordenador do DivulgACÇÃO, boletim da AEISCTE. Enquanto profissional esteve nas revistas TV Mais e África Hoje, e ao serviço das revistas Cyber.Net, Inter.Face e Comunicações foi distinguido em 1998, 1999 e 2000 pelo Prémio de Jornalismo Sociedade da Informação. Colaborou também, entre outros, com o Diário Digital, Fórum Estudante, Media XXI, Público, Seara Nova, Semanário e Vértice. “Visões”, uma colectânea de contos, foi o seu primeiro livro editado – em 2003 em papel e em 2005 em disco. Em 2004 iniciou um projecto para a recriação em computador da Ópera do Tejo (destruída a 1 de Novembro de 1755); em 2005 iniciou o seu blog. (http://octanas.blogspot.com)

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Luís Ferreira Lopes

LUÍS FERREIRA LOPES, nascido em 1969, é editor de Economia da SIC (desde Outubro de 2001) e pivot de programas de informação económica da SIC Notícias (“Sucesso.pt” e “Jornal de Economia”). É autor do livro “Gás Natural – Ameaça do Islão? O Terminal GNL, o Gasoduto do Magrebe e o Choque de Civilizações” (Celta, Set. 2003); co-autor do livro “Curtas Letragens” (Plátano, Out. 2004); e autor de um estudo publicado na revista “R.I. – Relações Internacionais” (Junho de 2005) sobre o impacto económico e geopolítico da introdução do gás natural em Portugal, que é o tema da sua tese de Mestrado em Relações Internacionais na Universidade Lusíada (2000). Autor de várias reportagens televisivas sobre investimentos portugueses no Brasil; colaborou com jornais e revistas nacionais sobre assuntos económicos ou relativos à CPLP; e colaborou com o IEEI num estudo sobre o investimento directo português nos PALOP (1996-97). Foi jornalista de Economia na RTP (1992-99); coordenador de Economia da revista África Hoje (1993-99); jornalista na Rádio Renascença (1991-92); e director- adjunto do jornal regional Notícias de Alverca (1987-88), de que é hoje co-proprietário.

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