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Os Mestres da Humanidade - Sócrates, Buda, Confúcio, Jesus

Biblioteca de Filosofia Contemporânea

Karl Jaspers

Disponibilidade Imediata

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Detalhes do Produto

Sinopse

«O filósofo Karl Jaspers chamou-lhes "as figuras determinantes decisivas". Para ele, durante o primeiro milénio antes de Cristo, mais concretamente por volta do século VI - época conhecida como "tempo-eixo" -, deu-se uma transformação essencial na consciência humana em áreas geográficas distantes e aparentemente sem interferência: Índia, China, Pérsia, Grécia e Israel. O homem passou de uma consciência predominantemente cósmica a uma consciência reflexiva, de uma consciência submersa no grupo e na colectividade a uma consciência de identidade individual e pessoal. Foi também nesse quadro que emergiu uma decisiva transformação religiosa, com a necessidade e a procura da salvação pessoal, com o aparecimento das religiões universais e uma mudança na concepção do divino, com três orientações fundamentais: o monismo, o monoteísmo, a exigência crítica racional na sua representação. É dessas correntes que ainda hoje vivemos. Escusado será dizer que, se Jesus aparece inserido neste "tempo-eixo", é por causa da sua continuidade com os grandes profetas de Israel, mais ou menos contemporâneos de Confúcio na China, Buda na Índia, Zaratustra no Irão, os pré-socráticos, Sócrates, Platão e os trágicos na Grécia clássica.
[...] O leitor português tem agora o privilégio de, guiado pela mão sábia de Karl Jaspers, poder dialogar com cada um deles, pondo-os a eles próprios a dialogar entre si. Um diálogo interminável, tanto mais iluminante quanto a relação com eles não poderá ficar na pura teoria, já que eles são também mestres e modelos para viver e morrer.»

In: Nota de Apresentação de Anselmo Borges

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Autor

Karl Jaspers

Karl Jaspers (1883-1969) nasceu em Oldenburg e estudou Medicina na Universidade de Heidelberg, tendo terminado o doutoramento em 1909.
Inicialmente dedicou-se à Neurologia e à Psiquiatria, mas o seu percurso de investigação e a atitude de reflexão crítica conduziram-no à Filosofia, tornando-se a partir de 1921 professor de Filosofia na Universidade de Heidelberg.
Em 1937 perde a sua cátedra por imposição do regime Nazi. A partir de 1948 lecciona na Universidade de Basileia.

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