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Sinopse

«Nestas trezentas e tantas páginas desvenda-se uma visão do mundo que poetiza todas as coisas. [...] O poeta, ao jeito dos grandes mestres asiáticos, enumera e combina estorninhos e nuvens, cisnes e macieiras, tentando que a transparência mas também a densidade misteriosa da natureza revelem a sua especial sabedoria. [...] É uma súmula da poesia de Jorge Sousa Braga, que vê sempre o lírio que há em todo o delírio.» Pedro Mexia, in Público

«A poesia de Jorge Sousa Braga ganha muito em ser reunida: ganha a consistência de uma inventividade - também formal - que abre para uma utopia do literário, para uma libertação da palavra que tem muito mais o carácter de um método do que de uma fórmula. A poesia de Jorge Sousa Braga [...] nasce da mais primordial atitude poética: o amor pelas palavras, pelo ilimitado a que elas dão acesso.»
António Guerreiro, in Expresso
Excerto

ADÃO E EVA
Adão era polícia numa esquadra vizinha. Nos intervalos dos giros, subia duas a duas as escadas do atelier de Lempicka, despia a farda e o seu corpo nu e musculado pisava o soalho, como se pisasse o chão do paraíso. Tal como o outro Adão, desconhecia o chão que pisava e seria incapaz de reconhecer esse corpo nu que arrancava na tela um frémito de prazer a uma Eva desprevenida.

Críticas de imprensa:

«Nestas trezentas e tantas páginas desvenda-se uma visão do mundo que poetiza todas as coisas. Os primeiros livros de Sousa Braga têm um registo quase "underground" [com] referências "malditas" (de Lautréamont a Jim Morrison) [com] poemas brevíssimos, que apostam na sátira e no literalismo transfigurado. [...] No segundo e terceiro livros ("Plano para Salvar Veneza, 1981, e "Greve dos Controladores de Voo, 1984) o poeta usa o "fait divers" dos jornais e televisões num estilo associativo, às vezes delirante, frequentemente divertido e quase sempre terno, cheio de achados e aforismos. [...] "Os Pés Luminosos" (1991) traz o veio oriental, com a tendência para o haiku. O poeta, ao jeito dos grandes mestres asiáticos, enumera e combina estornimhos e nuvens, cisnes e macieiras, tentando que a transparência mas também a densidade misteriosa da natureza revelem a sua especial sabedoria. [...] "A Ferida Aberta (2001), que usa elementos da experiência clínica do autor e faz uma improvável poesia com fetos e fezes, bisturis e sangue menstrual. O choque é, no entanto, quase totalmente absorvido pela poetização [...] O volume fecha com uma boa sequência de poemas novos, "O Lírio que Há no Delírio". São textos que se caracterizam pelo uso explícito do diálogo com a pintura (Rothko, Picasso, Monet, Magritte, Frida Kahlo, Van Gogh). [...] É uma súmula da poesia de Jorge Sousa Braga, que vê sempre o lírio que há em todo o delírio.»
Pedro Mexia, Público

«A poesia de Jorge Sousa Braga ganha muito em ser reunida: ganha a consistência de uma inventividade - também formal - que abre para uma utopia do literário, para uma libertação da palavra que tem muito mais o carácter de um método do que de uma fórmula. A poesia de Jorge Sousa Braga [...] nasce da mais primordial atitude poética: o amor pelas palavras, pelo ilimitado a que elas dão acesso.»
António Guerreiro, Expresso

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Autor

Jorge Sousa Braga

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