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Sinopse

«O Prémio Nobel de literatura, ao contrário do que as pessoas acreditam e cada ano é proclamado pela imprensa de todo o mundo, não é um prémio internacional, tendo antes um interesse e repercussão eminentemente locais. Ou, melhor dito, acaba por sê-lo com a passagem do tempo, que tudo assimila e nivela, a ponto de — com umas quantas excepções — os vencedores de tão exaltado galardão não serem muito mais recordados que os de qualquer outro prémio de casino ou parlamento provincial de qualquer país (recebeu-o Malamud ou Singer? Nenhum deles? Os dois?). É bem certo que enquanto a memória não tem que fazer esforço — sobretudo durante o ano de reinado —, os que foram agraciados obtêm algumas vantagens e benefícios: fama instantânea e por isso não duradoura, o próprio dinheiro da Fundação Nobel e das vendas nem sempre assim tão multiplicadas, umas quantas traduções para línguas remotas, uma viagem a Estocolmo em pleno Inverno, numerosos convites para congressos e refeições, algum desfavorecedor barrete com orlas honorís causa, mesa livre nos restaurantes e entradas grátis para as estreias, o assédio momentâneo de políticos e mitómanos, (...)»

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Autor

Javier Marías

Javier Marías, nascido em Madrid, em 1951, é um dos mais destacados autores espanhóis da actualidade. É autor de Los dominios del lobo, Travesía del horizonte, El monarca del tiempo, El siglo, El hombre sentimental (Prémio Ennio Flaiano), Todas las almas (Prémio Ciudad de Barcelona), Corazón tan blanco (Prémio da Crítica em Espanha, Prix l’Oeil et la Lettre, IMPAC Dublin Literary Award), Mañana en la batalla piensa en mí (Prémio Fastenrath, Prémio Rómulo Gallegos, Prix Fémina Étranger), Negra espalda del tiempo, e de Tu rostro mañana (3 volumes), além de livros de contos, antologias e colectâneas de ensaios e crónicas. Em 1997 recebeu o Prémio Nelly Sachs, em Dortmund; em 1998, o Prémio Comunidad de Madrid; em 2000, os prémios Grinzane Cavour, em Turim, e Alberto Moravia, em Roma; em 2008, os prémios Alessio, em Turim, e José Donoso, no Chile; e em 2011, o Prémio Nonino, em Udine, e o Prémio Literário Europeu, todos eles pelo conjunto da sua obra. A sua obra encontra-se publicada em quarenta idiomas e cinquenta países, com seis milhões de exemplares vendidos em todo o mundo. É membro da Real Academia Espanhola.

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