O volume, que ora se edita, não esgota a produção de textos que este memorável grupo (Comissão da História das Transmissões) fez durante todo o período da pandemia, devendo, assim, elaborar-se outras edições num futuro próximo, contando estórias de vida, algumas de grande valor sentimental e evocativo, que permitiram descobrir vocações literárias no campo da prosa e da poesia.
Acresce referir que, à margem da intenção de escrever para memória futura, e porventura com igual entusiasmo e importância, sobressai o apoio mútuo que estes camaradas e amigos se foram prestando nestes dias cinzentos em que o fator incerteza se sobrepôs a tudo e a todos.
Nos momentos mais difíceis deste tempo de pandemia e de confinamento, houve uma comunhão de sentimentos, tendo-se estabelecido entre todos como que uma onda solidária, de conforto, mas também de troca de informações e de conhecimentos, com o objetivo de todos acompanharem a evolução científica sobre este estranho inimigo que tanto afetou a humanidade neste início de século, cem anos após um vírus semelhante (a pneumónica ou gripe espanhola) ter feito o mesmo.
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Num ápice estávamos a partilhar recordações de infância e juventude, a dar conta da nossa participação no 25 de Abril, na certeza que tínhamos de muitos de nós termos feito parte desse inolvidável grupo de capitães de Abril, alguns com empenhamento direto.
Os textos foram surgindo com naturalidade, cada vez mais empenhados, transportando pequenas histórias de um tempo difícil e longínquo até ao nosso grande dia, feito de vontade, esperança e comedida loucura dos tempos de mudança.
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Aniceto Afonso
ANICETO AFONSO é natural de Vinhais, casado, pai e avô. Coronel do Exército na situação de Reforma, cumpriu comissões militares em Angola e Moçambique.
Fez a licenciatura em História e o Mestrado em História Contemporânea pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Foi professor de História na Academia Militar, diretor do Arquivo Histórico Militar e responsável pelo Arquivo da Defesa Nacional.
É autor e coautor (com Carlos de Matos Gomes) de diversos livros relacionados com a Guerra Colonial e a Grande Guerra. É capitão de Abril e atualmente diretor da revista da A25A, “O Referencial”.
Ler mais Jorge Sales Golias
Jorge Sales Golias nasceu em 1941 em Mirandela. Cursou a Academia Militar (Exército-Arma de Transmissões) e licenciou-se em Engenharia Electrotécnica no IST.
Participou na guerra colonial (Guiné 72-74) e no 25 de Abril de 1 9 74. Foi chefe de gabinete do Encarregado do Governo da Guiné, membro da Assembleia do MFA, assistente do Conselho de Administração dos CTT/TLP e adjunto do Chefe de Estado-Maior do Exército.
Tem o posto de Coronel, reformando-se em 1992 e fazendo depois uma carreira de gestão de empresas nas áreas de investigação e desenvolvimento de electrónica. É sócio de: A25A, Liga dos Amigos do Arquivo Histórico Militar, Casa de TMAD e Academia de Letras de Trás-os-Montes. Integra a Comissão da História das Transmissões Militares e o Grupo de Amigos do Museu das Transmissões.
É co-autor das seguintes obras: Vinte e Cinco de Abril – 10 anos Depois, As Transmissões Militares – da Guerra Peninsular ao 25 de Abril, Mirandelês e Bicentenário do Corpo Telegráfico 1810-2010. Coordena a Tertúlia Transmontana na Casa de Trás -os-Montes e Alto Douro.
Pelo seu papel no 25 de Abril é citado na História de Portugal, de José Mattoso e tem o seu nome inscrito no monumento aos Capitães de Abril, em Grândola.
É cronista regular do Notícias de Mirandela. Tem colaborado com a "Revista Raízes", com o Notícias de TMAD e "O Referencial", da A25A.
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