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Sinopse

“O futebol vem do fundo do tempo, dizem os seus historiadores mais esforçados. É verdade: a génese do jogo confunde-se com a origem da humanidade. Pode dizer-se que é uma condição humana. Para Johan Huizinga é mesmo anterior à humanidade e à cultura, já que, segundo ele, “os animais não esperaram a chegada do homem para que ele os ensinasse a jogar”.
No princípio, portanto, era a bola. O jogo da bola. Se percorrermos a história das civilizações humanas, encontramos quase sempre uma bola e um jogo. Quase todos os povos jogaram com uma bola, em quase todas as épocas, embora com diferentes motivações, e o modo como o fizeram e o fazem ainda é uma expressão estilizada, artística, das suas mentalidades. São incontáveis os jogos com bola que ao longo de todas as épocas se desenvolveram em quase todas as regiões do globo. Em algumas civilizações, como a dos maias ou aztecas, ou a dos gregos e dos romanos, havia mesmo vários jogos com diferentes bolas. Um homem e uma bola é uma relação tão ancestral, tão natural e tão fatal que poderemos considerá-la intrínseca à cultura humana, de que é um elemento permanente. Como se o homem tivesse entre as suas funções naturais e instintivas a de jogar com uma bola.”

Álvaro Magalhães

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Autor

Álvaro Magalhães

Álvaro Magalhães nasceu no Porto, em 1951, e publicou o seu primeiro livro em 1982. A sua obra para crianças e jovens, que integra poesia, conto, ficção e textos dramáticos, repartindo-se por mais de 120 títulos, caracteriza-se pela originalidade e invenção, quer na escolha dos temas quer no seu tratamento. Nos anos 80, publicou três livros de poesia: Concerto para Cravo, Boca Única e Música Exausta. Foi editor de poesia, guionista televisivo e é ainda cronista de jornal. Em 2001, publicou Jogo Perigoso, que reunia crónicas publicadas no Jornal de Notícias e em Le Monde Diplomatique. Em 2004, publicou História Natural do Futebol, um ensaio de cariz antropológico que se tornou num objeto de culto para sucessivas gerações de estudiosos do fenómeno futebolístico. Foi várias vezes premiado pela Associação Portuguesa de Escritores e pelo Ministério da Cultura. Em 2002, um livro seu foi integrado na Honour List do Prémio Hans Christian Andersen, em 2004, venceu o Grande Prémio Calouste Gulbenkian e, em 2014, o Prémio Autores, atribuído pela Sociedade Portuguesa de Autores, com o livro O Senhor Pina. Várias das suas publicações integram o Plano Nacional de Leitura e constam do corpus das metas curriculares de Português. Parte da sua obra está publicada em Espanha, França, Itália, Brasil e Coreia do Sul.

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