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Gonçalo Ribeiro Telles- O Homem e a Obra

Fernando Santos Pessoa

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Detalhes do Produto

Sinopse

Com Gonçalo Ribeiro Telles a Arquitectura Paisagista chegou ao conhecimento do público em geral como a actividade indispensável à concretização do ordenamento do território e da paisagem, e como suporte fundamental de uma Política de Ambiente e de Qualidade de Vida.
Esta edição leva-nos a conhecer como Gonçalo Ribeiro Telles desenvolveu a sua acção pedagógica, profissional e política ao longo de várias décadas de vida, trabalho e militância de causas.
O livro inclui 74 imagens, entre fotografias, projectos e pinturas por ele realizadas que nos dão uma imagem da dimensão da criatividade e qualidade de uma obra imensa que nos deixou.
Gonçalo Ribeiro Telles constitui um exemplo profissional, ético, e metodológico com grande interesse para as várias gerações que reconhecem e admiram esta figura de referência da nossa da cultura contemporânea.
Este livro resulta de um trabalho rigoroso e apaixonado que o Arquitecto Paisagista Fernando Santos Pessoa, primeiro como aluno, depois como colega e mais tarde amigo e companheiro de Gonçalo Ribeiro Telles soube registar num texto recheado de memórias de um grande admirador.
Uma espécie de road-map pelo homem e a obra do Arquitecto Paisagista e Engenheiro Agrónomo mais conhecido em Portugal.
Patrocínio: Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas (APAP)

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Autor

Fernando Santos Pessoa

Um dos maiores génios poéticos de toda a nossa Literatura e um dos poucos escritores portugueses mundialmente conhecidos. A sua poesia acabou por ser decisiva na evolução de toda a produção poética portuguesa do século XX. Se nele é ainda notória a herança simbolista, Pessoa foi mais longe, não só quanto à criação (e invenção) de novas tentativas artísticas e literárias, mas também no que respeita ao esforço de teorização e de crítica literária. É um poeta universal, na medida em que nos foi dando, mesmo com contradições, uma visão simultaneamente múltipla e unitária da Vida. É precisamente nesta tentativa de olhar o mundo duma forma múltipla (com um forte substrato de filosofia racionalista e mesmo de influência oriental) que reside uma explicação plausível para ter criado os célebres heterónimos - Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis, sem contarmos ainda com o semi-heterónimo Bernardo Soares. Fernando Pessoa nasceu em Lisboa em 1888 (onde virá a falecer) e aos 7 anos partiu para a África do Sul com a sua mãe e o padrasto, que foi cônsul em Durban. Aqui fez os estudos secundários, obtendo resultados brilhantes. Em fins de 1903 faz o exame de admissão à Universidade do Cabo. Com esta idade (15 anos) é já surpreendente a variedade das suas leituras literárias e filosóficas. Em 1905 regressa definitivamente a Portugal; no ano seguinte matricula-se, em Lisboa, no Curso Superior de Letras, mas abandona-o em 1907. Decide depois trabalhar como "correspondente estrangeiro". Em 1912 estreia-se na revista A Águia com artigos de natureza ensaística. 1914 é o ano da criação dos três conhecidos heterónimos e em 1915 lança, com Mário de Sá-Carneiro, José de Almada-Negreiros e outros, a revista "Orpheu", que dá origem ao Modernismo. Entre a fundação de algumas revistas, a colaboração poética noutras, a publicação de alguns opúsculos e o discreto convívio com amigos, divide-se a vida pública e literária deste poeta. Pessoa marcou profundamente o movimento modernista português, quer pela produção teórica em torno do sensacionismo, quer pelo arrojo vanguardista de algumas das suas poesias, quer ainda pela animação que imprimiu à revista "Orpheu" (1915). No entanto, quase toda a sua vida decorreu no anonimato. Quando morreu, em 1935, publicara apenas um livro em português, "Mensagem" (no qual exprime poeticamente a sua visão mítica e nacionalista de Portugal), e deixou a sua famosa arca recheada de milhares de textos inéditos.

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