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Futebol ao Sol e à Sombra

Eduardo Galeano

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Sinopse

De quatro em quatro anos, por altura do Mundial, fechava-se em casa durante um mês e pregava na porta um aviso: «Fechado por motivo de futebol.» Adepto fervoroso, Eduardo Galeano não tinha toque de bola; desastrado com os pés, serviu-se das mãos para fazer uma das mais belas odes à «grande missa pagã», esse espectáculo «capaz de falar tantas línguas e de desencadear paixões universais». Nas suas inconfundíveis vinhetas poéticas e contundentes, entram em campo lendas e mal-amados – de Garrincha a Beckenbauer, de Puskás a Maradona –, bem como episódios infames da modalidade – como o dos jogadores ucranianos que, em plena ocupação nazi, na mira dos fuzileiros, não resistiram à tentação de vencer a equipa alemã.

Futebol ao Sol e à Sombra (em edição actualizada por Galeano, pouco antes de morrer, em 2015), enciclopédia emocional do desporto-rei, epopeia das suas origens, mutações e superstições, é também uma aula de história dentro das quatro linhas – um resumo alargado do século XX, passando em revista as vitórias e derrotas da humanidade, o pé-em-riste dos poderosos, os negócios apanhados em fora-de-jogo e a desforra dos povos que lutam pela manutenção.

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Autor

Eduardo Galeano

Eduardo Galeano (1940-2015) – «inimigo da mentira e da indiferença», segundo John Berger – notabilizou-se como um dos mais apaixonados ativistas e escritores latino-americanos. Nos cafés de Montevideu, despertou para o «arco-íris da humanidade», para o colorido das gentes e dos pequenos gestos, e aprendeu a escutar a dignidade das vozes das ruas. Com um percurso intensamente político, Eduardo Galeano foi, nos anos 60, editor do mítico Marcha, principal jornal de esquerda uruguaio, e, se sonhara ser jogador de futebol em criança, cedo se tornou um ponta-de-lança dos oprimidos e dos sem-voz, fintando o silêncio a que estavam condenados. A publicação de Veias Abertas condenou o autor à prisão e forçou-o ao exílio na Argentina, onde esteve nas listas dos esquadrões da morte, e em Espanha. A sua voz alimentou o fogo de movimentos contestatários, ecoou entre o nevoeiro do Chiapas, em 1996, e entre os indignados de Madrid, em 2011. Na sua obra premiada, alheia a géneros, destacam-se a trilogia Memória do Fogo (1982-86), O Livro dos Abraços (1989), As Palavras Andantes (1993), Espelhos (2008) e Mulheres (2015).


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