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Elogio do Feio na Arte

Luís Calheiros

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Sinopse

O presente texto regista um trabalho de investigação no qual foi avançada uma tese teórica interpretativa, de perfil disciplinar da História da Arte, que tenta fazer uma hermenêutica estética do novecentismo, propondo o conceito de Belo-feio como o conceito estético sub-categorial identificador da metade da criação artística de mais relevante impacto cultural da Arte do Século XX, designadamente na arte da pintura, que será a disciplina artística abordada. A abordagem teórica da fenomenologia estética particular e da sua caracterização axiológica fundamentouse no pensamento filosófico de autores como Aristóteles, I. Kant, G.W.F. Hegel ou nos «Mestres da Suspeita», F.W. Nietzsche, K. Marx e S. Freud. Foram também consultados vários ensaístas que estudaram especializadamente a fenomenologia do Feio e a sua determinação teóricocrítica enquanto sub-categoria integrável no sistema estético, como Umberto Eco ou ainda, por exemplo Lydie Krestovsky, Raymond Polin, Eugénio Trias, Pedro Azara, entre outros, ou sobretudo Karl Rosenkranz, discípulo de G. W. F. Hegel, que foi um dos autores basilares do estudo teórico do feio e da fealdade artística. Os juízos críticos do discurso argumentador, que se pretenderam inequívocos na análise interpretadora das evidências empíricas da fenomenologia estudada, basearam-se, para efeito de prova factual, na demonstração pela imagem, a partir dos inúmeros exempla das obras da fealdade estética dos movimentos artísticos do Século XX, ou de artistas independentes contemporâneos, expostos em indispensáveis anexos iconográficos. A partir das obras de arte estudadas foi configurado o novo paradigma estético novecentista. Foi feita uma exposição por um alargado bloco de ilustração do advento das novas formas e dos novos conteúdos artísticos do Século XX, que revelam o apogeu estético de uma fealdade que povoa ubíqua a arte da pintura da centúria, simultaneamente registo testemunhal e transfiguração sublime da fealdade real desses tempos hodiernos.

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Autor

Luís Calheiros

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