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Detalhes do Produto
- Editora: Tinta da China
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- Data de lançamento: 12-03-2026
- Ano: 2026
- ISBN: 9789895950102
- Número de páginas: 88
- Capa: Brochada
Sinopse
Novo livro de Raquel Nobre Guerra na colecção de poesia dirigida por Pedro Mexia.
Como se cura a melancolia? Com o zurrar de um burro evocado na epígrafe de Postes de Luz para Cães Vadios? Com a luz desses postes? Ou com o mijar de um cão? Uivantes, negativos, expressionistas, incertos, os poemas encontrarão uma resposta?
E o que acontece quando a melancolia nem se distingue do luto, ainda que sejam teoricamente opostos? Acompanhamos estas dúvidas em directo ou diferido, a infância, o desamparo, um brinde que quase deu certo, o amor no qual se caiu e do qual não se saiu. E o quotidiano confere a mesma dignidade e indignidade às teorias da alma em Aristóteles e às «pequenas Sorbonne portuguesas», aos transportes públicos e à obsolescência do capitalismo, à rudeza delicada de John Ford e a «dívidas, lixívia e elixir bucal».
A alegria do anterior livro de Raquel Nobre Guerra, Divisão da Alegria, exasperou‑se, deseja‑se demasiado o espírito, deseja‑se demasiado o corpo. E o «eu» adapta‑se, como em Luiza Neto Jorge, ao «formato mulher», em diálogos com as musas inquietas Rich, Sexton, Glück, Carson, Olds. Caso se imagine que está em guerra com alguém a autora escreve: «Estou em guerra comigo». Ainda que admita que «não preparei o meu coração para a guerra».
— Pedro Mexia
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