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O Deus Selvagem

Fabien Vehlmann

Pré-venda
Data de lançamento: 24-02-2026



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Detalhes do Produto

Sinopse

Viaje até à era longínqua do Dilúvio, aquela insinuada em todos os textos antigos da humanidade... Nesses tempos de fome, um jovem macaco órfão procura provar o seu valor ao seu clã adoptivo, caçando um velho jacaré ferido e cruel. Comer ou ser comido: o ciclo imutável da natureza. Mas ao ousar aventurar-se no coração das terras proibidas, as dos humanos, ele enfrentará o mais cruel dos destinos: ver o seu próprio povo massacrado diante dos seus olhos antes de ser capturado e treinado nas arenas do Império para se tornar um ""Deus-Selvagem"", um guerreiro sagrado moldado para a violência e a arte do combate.
Mas são sobretudo esses longos anos de sofrimento que alimentarão nele uma obsessão ardente: a vingança contra os seus captores, custe o que custar.
Um conto de som e de fúria, imbuído de poesia feroz, “O Deus Selvagem” traça o retrato de uma civilização subitamente confrontada com a perspectiva da sua própria extinção. Este álbum emocionante revela e transmite a violência da natureza, o calor sufocante, o zumbido dos insectos, os gritos de raiva e as lágrimas de desespero dos protagonistas, captando poderosamente o incessante bailado que entrelaça a vida e a morte, o reino animal e a humanidade. Afinal, quem é o verdadeiro herói desta história? O homem ou... o animal?
Uma obra magistralmente construída, escrita por Fabien Vehlmann e sustentada pelos espetaculares desenhos de Roger. A edição da Ala dos Livros, apresenta esta obra no esplendor do seu traço a preto e branco, incluindo ainda um caderno de esboços a cores.


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Autor

Fabien Vehlmann

Fabien Vehlmann nasceu em 1972, em Mont-de-Marsan, na região de Landes, em França. Três anos depois, mudou-se para Savoie, onde passou uma infância ""realmente óptima"", um equilíbrio harmonioso entre introversão — adorava inventar jogos sozinho — e sociabilidade — adorava estar com os amigos. ""Tive sorte, os meus pais deixavam-me brincar, em vez de me obrigarem a trabalhar desde cedo no jardim de infância.""
Por volta dos seis anos, começou a desenhar histórias e preenchia os quadradinhos com esboços em estilo taquigráfico. Descobriu um talento para entreter, que se sentiu compelido a cultivar, até perceber que também tinha o direito de ficar triste. Após concluir o ensino médio, Vehlmann decidiu que trabalhar com banda desenhada não era uma carreira viável. Matriculou-se na Escola Comercial de Nantes, trabalhou com marketing de brinquedos e formou-se em 1995.
Objector de consciência, trabalhou como administrador numa trupe de teatro. ""Era como estar no meio de uma pastelaria sem poder comer os bolos: eu só vivia os aspectos aborrecidos da criação!"" Apesar de tudo, fez duas ou três curtas-metragens com os actores e estreou-se na rádio numa estação local.
Em 1996, a revista 'Spirou' organiza um concurso de escrita de argumentos para o qual era preciso enviar quatro páginas. Vehlmann envia quarenta… o que o deixa à margem do concurso. Recebe, no entanto, uma resposta - ""Pode fazer melhor"" - a qual o galvaniza pois é, mesmo assim, uma resposta. Com vista a ""fazer melhor"", lança-se noutra BD que envia para a mesma 'Spirou'. E a resposta: ""Ainda não é isso."" O jovem faz então uma aposta: em vez de procurar um emprego, vai ficar na casa dos pais durante um ano para escrever banda desenhada. ""Eu tive sorte, os meus pais aceitaram. Sempre tive muita sorte, quero dizer."" Desta vez, 'Spirou' gosta e compra as suas páginas.

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