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Sinopse

Escritor, poeta, compositor, fotógrafo, Ernesto Dabo, desde 1960, tem vindo a acompanhar, sempre e atentamente, as circunvoluções do país, nas suas mais variadas facetas. Viveu e vive, com o povo, todos os momentos; dos mais belos aos de triste memória, animado de todos os sentimentos que um ser humano pode nutrir perante cada circunstância em particular. (...)

Livre pensador, viveu e acompanhou a evolução da democratização, os altos e baixos registados no processo de transição política do monolitismo partidário ao pluralismo democrático, sempre manifestando as suas opiniões relativamente a tudo quanto se passava, tanto na arena política como na sociedade, desde os ânimos tranquilos aos mais exaltados. (...) Para a posteridade ficam registadas as suas impressões, as suas opiniões, sobre a sua terra e o seu povo, os seus vaticínios sobre a governação, a disputa entre os atores políticos, o devir… Muitos dos escritos, que datam de mais de três décadas, não perderam atualidade por força do realismo de que se revestem e das verdades que os alicerçam. Inquestionavelmente, Ernesto Dabo é um vulto icónico das artes e letras da Guiné-Bissau.

Estas ‘Mantenhas ao Centenário’ constituem o testemunho maior do amor, competência e coragem com que sempre serviu e serve a sua amada nação guineense.”

In prefácio de Humberto Monteiro


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Autor

Ernesto Dabo

Ernesto Dabo É uma lenda viva da cultura guineense. Referimo-nos simplesmente a “ Nô garandi” (nosso mais velho) Ernesto Dabo. Nasceu na cidade de Bolama, no Sul da Guiné-Bissau. É Licenciado em Direito e Mestre em Direito Internacional. Poeta, escritor, músico, Cronista, Dramaturgo e Fotógrafo. Ativista cultural e músico fundador das orquestras “Cobiana JAZZ” (primeira banda de música moderna da Guiné-Bissau) e “Djorson”, grupo com o qual gravou o primeiro disco da história sonora da Guiné- -Bissau. Foi vocalista principal da banda “Os Náuticos”, da Armada Portuguesa, tendo sido precisamente com esse grupo que se tornaria, em 1971, no primeiro músico guineense a ser divulgado em Portugal, através da televisão pública (RTP). Ernesto Dabo é poliglota de sete línguas, colaborador e cronista de tantas e tão variadas revistas e jornais, e, sobretudo, reconhecido pioneiro da música moderna guineense.  É autor da peça de teatro “Também amam a liberdade”, escrita para as celebrações do “Dom à terra”, promovidas pela União Internacional para a Conservação da Natureza e seus Recursos (UICN). Publicou os livros de poesia: “Mar Misto” e “Olonko” em duas línguas: crioula e portuguesa. Mar Misto foi editado em Portugal em 2011 e apresentado em Montreal, Nova Iorque e Genève e tem merecido aplausos das comunidades guineenses na diáspora. Publicou em 2013 o ensaio intitulado “PAIGC: da maioria qualificada à crise qualificada”, obra considerada incontornável para a compreensão das cíclicas crises que a Guiné-Bissau tem vivido desde 1980. Igualmente em 2013 lançou o CD “Lembrança”, considerado uma referência na música guineense. No domínio da fotografia, Ernesto Dabo é dos mais prestigiados fotógrafos guineenses, com registo em aplaudidas exposições no estrangeiro, nomeadamente em Portugal (sede da CPLP e na Câmara Municipal de Lisboa) e Brasil (S. Paulo). É membro de várias organizações socioculturais internacionais. Tem sido várias vezes homenageado dentro e fora da Guiné-Bissau. Ernesto Dabo é ainda um veterano “Combatente da Liberdade da Pátria”, honroso estatuto reservado apenas aos que participaram na luta de libertação da Guiné-Bissau e Cabo Verde. Indira Pinto Monteiro (Jornalista da televisão da Guiné-Bissau: TGB)

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