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Literatura, Defesa do Atrito

Silvina Rodrigues Lopes

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Sinopse

Conta-se que os malaios fazem buracos no tronco dos bambus que crescem nos bosques, e quando o vento sopra, os selvagens, deitados por terra, ouvem sinfonias executadas por essas gigantescas harpas eólicas. Coisa estranha, cada um ouve uma melodia própria diferentemente harmonizada segundo o acaso do soprar do vento.
August Strindberg

Nós queremos andar, por isso precisamos de atrito. Regressar à terra áspera!
Ludwig Wittgenstein

Os textos aqui reunidos, nos quais se questiona a noção de literatura e – através de temas como o ensaio, a correspondência, o ensino, a citação, a memória ou a experiência literária – as condições mínimas de um fazer que não se subordina a valores nem instituições, foram escritos, e publicados (excepto «A literatura como experiência»), ao longo de alguns anos e em circunstâncias diferentes. Ao relê-los, e por vezes acrescentá-los, verifiquei que há neles uma preocupação comum – o peso das palavras, aquilo que de “nosso”, do mundo, lhes permite atingirem-nos e desviarem-nos – e um tom, que poderei caracterizar como correspondente a um movimento de paciência e inquietação. Não se movem vertiginosamente em busca da novidade. Gostaria que fossem um gesto de defesa da literatura, de defesa do atrito.

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Autor

Silvina Rodrigues Lopes

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