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Electra n.º 2

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Sinopse

Electra é a nova revista da Fundação EDP. É uma publicação, com duas edições, em português e inglês, de crítica, pesquisa, ensaio e reflexão cultural, social e política, que aborda todas as áreas da cultura, promovendo diálogos e oscilações de fronteiras entre saberes humanísticos, artes e ciências, entre teorias e práticas culturais diferentes.

A estupidez é o tema central do segundo número da revista Electra. A estupidez social e política, a coletiva e individual. A estupidez de época, porque – citando Flaubert - “a estupidez é de todos os tempos, mas cada tempo tem a sua estupidez”.

O tema é abordado nesta edição por Yves Michaud, professor de filosofia e crítico de arte, num ensaio sobre o impacto da massificação e do excesso de informação; pela filósofa americana Avital Ronell, com uma análise do fenómeno e do conceito da estupidez e da forma como este pode ser apropriado pela filosofia e pela literatura; pela artista italiana Serena Giordano que aborda a importância da estupidez na arte; e pelo sociólogo italiano Alessandro Dal Lago, com o artigo “Idiotia, Identidade e Migrações”; António Baião e António Pedro Marques, editores da publicação anual Bestiário, falam sobre o triunfo do discurso da estupidez no espaço público digital.

O entrevistado desta segunda edição é o italiano Salvatore Settis, historiador de arte e arqueólogo, conhecido pelas suas intervenções públicas e ensaios sobre a forma como a gestão política e económica pode ameaçar o património. É destas ameaças, de como o assédio turístico que pressiona as cidades históricas e do papel e responsabilidade dos arquitetos, que Settis fala nesta entrevista. Considerando o exemplo do Airbnb, o arquitecto e curador británico Jack Self trata da alteração na relação do público e do privado. O escritor catalão José Ángel Cilleruelo fala da sua cidade deixando esta pergunta provocatória: que diabo vêm os turistas ver a Barcelona?

Numa altura de aceso debate acerca da eventual reedição dos panfletos anti-semitas do escritor francês Louis-Ferdinand Céline  (de 1937 a 1941), o tema está na Electra, com dois especialistas que apresentam posições opostas sobre estes “textos infames”: Pierre-André Taguieff, filósofo e politólogo, e Serge Klarsfeld, ativista e “caçador” de nazis.

A segunda edição da Electra publica um portfólio do artista americano Dean Monogenis; um diário de Ted Bonin, galerista em Nova Iorque; e um perfil de Nick Cave, da autoria de Bernardo Futscher Pereira.


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