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Sinopse

Das pedras, pão é um livro sobre paisagens marginais. As paisagens e territórios mais pobres de Portugal que, durante os últimos séculos, eram o depósito de fertilidade que permitia ir produzindo o pão que mantinha as pessoas vivas. Não porque estas terras produzissem pão, bem pelo contrário, eram terras com solos de maneira geral esqueléticos, com muito baixa capacidade de produção.
Eram terras percorridas por milhares de cabras e ovelhas, aqui e ali também por vacas que, numa aliança com o fogo dos pastores, permitiam ao gado recolher nutrientes acumulados nos tecidos das plantas, transportando-os para perto dos campos agrícolas, sob a forma de estrumes.
Este livro pretende ajudar-nos a compreender os processos que estão a ocorrer num território cada vez menos pressionado pela presença humana, onde a vegetação natural tem vindo a ocupar os espaços abandonados e que só o fogo parece perturbar.

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Autor(es)

Henrique Pereira dos Santos

Henrique Pereira dos Santos (Huambo, 1960). Licenciou-se em Arquitetura Paisagista em 1983, em Évora. Com uma carreira profissional essencialmente ligada ao ordenamento e gestão em áreas de conservação da natureza, trabalhou no Parque Natural de Montezinho, no Parque Nacional da Peneda-Gerês e no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros e nos serviços centrais do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade. Coordenou vários planos de ordenamento e gestão de algumas das áreas protegidas em Portugal, bem como a instalação do Parque Natural do Douro Internacional, trabalhou na avaliação de impacte ambiental, na visitação e turismo associado a áreas protegidas e na comunicação associada à gestão de áreas protegidas e da biodiversidade. Esteve envolvido na coordenação do Plano Sectorial da Rede Natura 2000, bem como na preparação do novo regime jurídico da conservação e foi responsável operacional pela iniciativa Business and Biodiversity em Portugal. Foi dirigente do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade vários anos, tendo ocupado o cargo de Vice-Presidente. Durante dez anos trabalho como consultor independente na área da gestão da biodiversidade, tendo nessa altura feito um doutoramento sobre a evolução da paisagem rural portuguesa ao longo do século XX. Publicou os livros “Do tempo e da paisagem”, “O gosto de Sicó” e “Portugal: Paisagem Rural”.

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Duarte Belo

Duarte Belo (Lisboa, 1968). Formação em Arquitetura (1991). Desde 1986 que trabalha no levantamento fotográfico sistemático da paisagem, formas de povoamento e arquiteturas em Portugal. Este trabalho continuado sobre o território deu origem a um arquivo fotográfico de mais de 1.930.000 fotografias. Publicou vários livros sobre o tempo e a forma do território português, de que se destacam: Portugal — O Sabor da Terra (1997-1998); Portugal Património (2007-2008) e a trilogia 15-5-20, composta pelos volumes Caminhar Oblíquo; Depois da Estrada e Viagem Maior (2020). De outros projetos editados em livro poderíamos referir O Vento Sobre a Terra (2002); Território em Espera (2005); Fogo Frio (2008); Portugal Luz e Sombra (2012); A Linha do Tua; (2013); Magna Terra (2018). Tem trabalhado sobre nomes relevantes da cultura portuguesa, como Mário de Cesariny, Ruy Belo, Maria Gabriela Llansol, Alberto Carneiro, Miguel Torga ou Sophia de Mello Breyner. Expõe desde 1987. Lecionou áreas relacionadas com a fotografia e a arquitetura. Foi curador de várias exposições. Participa regularmente em conferências sobre paisagem, arquitetura e fotografia. É editor do blog Cidade Infinita, que reúne textos e fotografias de reflexão sobre espaço, tempo e processo em fotografia.

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