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Sinopse

«“A ti, por sua causa e tua, uma pessoa pode dizer a verdade como a mais ninguém, mais até, pode saber a sua verdade direc-tamente de ti.” Talvez como mais nenhum outro, este passo da car-ta escrita por Franz Kafka em 25 de Setembro de 1920 a Milena Pollak dá testemunho não apenas da intensidade da relação entre ambos — provavelmente, a relação amorosa mais profunda da vida de Kafka —, mas também do extremo de exposição pessoal a que o autor d’O Processo estava disposto no âmbito dessa relação. «Poucos dias antes, a 22 de Setembro, esse extremo expressara­?se numa imagem de inultrapassável violência — “o amor é seres para mim a faca com que remexo as minhas entranhas” —, mos-trando com clareza como, analogamente à escrita literária e aos textos diarísticos, as cartas constituem para Kafka um meio de ex-ploração o mais intensa possível dos seus próprios e de todos os limites.»

Do Prefácio
«“A ti, por sua causa e tua, uma pessoa pode dizer a verdade como a mais ninguém, mais até, pode saber a sua verdade direc-tamente de ti.” Talvez como mais nenhum outro, este passo da car-ta escrita por Franz Kafka em 25 de Setembro de 1920 a Milena Pollak dá testemunho não apenas da intensidade da relação entre ambos — provavelmente, a relação amorosa mais profunda da vida de Kafka —, mas também do extremo de exposição pessoal a que o autor d’O Processo estava disposto no âmbito dessa relação. «Poucos dias antes, a 22 de Setembro, esse extremo expressara­?se numa imagem de inultrapassável violência — “o amor é seres para mim a faca com que remexo as minhas entranhas” —, mos-trando com clareza como, analogamente à escrita literária e aos textos diarísticos, as cartas constituem para Kafka um meio de ex-ploração o mais intensa possível dos seus próprios e de todos os limites.»

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Autor

Franz Kafka

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