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Cartas a Milena

Franz Kafka

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Sinopse

«“A ti, por sua causa e tua, uma pessoa pode dizer a verdade como a mais ninguém, mais até, pode saber a sua verdade direc-tamente de ti.” Talvez como mais nenhum outro, este passo da car-ta escrita por Franz Kafka em 25 de Setembro de 1920 a Milena Pollak dá testemunho não apenas da intensidade da relação entre ambos — provavelmente, a relação amorosa mais profunda da vida de Kafka —, mas também do extremo de exposição pessoal a que o autor d’O Processo estava disposto no âmbito dessa relação. «Poucos dias antes, a 22 de Setembro, esse extremo expressara­?se numa imagem de inultrapassável violência — “o amor é seres para mim a faca com que remexo as minhas entranhas” —, mos-trando com clareza como, analogamente à escrita literária e aos textos diarísticos, as cartas constituem para Kafka um meio de ex-ploração o mais intensa possível dos seus próprios e de todos os limites.»

Do Prefácio
«“A ti, por sua causa e tua, uma pessoa pode dizer a verdade como a mais ninguém, mais até, pode saber a sua verdade direc-tamente de ti.” Talvez como mais nenhum outro, este passo da car-ta escrita por Franz Kafka em 25 de Setembro de 1920 a Milena Pollak dá testemunho não apenas da intensidade da relação entre ambos — provavelmente, a relação amorosa mais profunda da vida de Kafka —, mas também do extremo de exposição pessoal a que o autor d’O Processo estava disposto no âmbito dessa relação. «Poucos dias antes, a 22 de Setembro, esse extremo expressara­?se numa imagem de inultrapassável violência — “o amor é seres para mim a faca com que remexo as minhas entranhas” —, mos-trando com clareza como, analogamente à escrita literária e aos textos diarísticos, as cartas constituem para Kafka um meio de ex-ploração o mais intensa possível dos seus próprios e de todos os limites.»

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Autor

Franz Kafka

Franz Kafka nasceu em 1883, em Praga, no seio de uma família da pequena burguesia judia de expressão alemã. Começou a escrever os seus primeiros textos em 1904. Em 1906, terminou os seus estudos universitários, doutorando-se em Direito. Em vida, publicou apenas sete pequenos livros e alguns textos em revistas. De entre estes livrinhos e textos, destaca-se A Metamorfose, que veio a lume em 1915. Esta pequena novela viria a afirmar-se como uma das suas obras de referência. A 3 de junho de 1924, não resistindo à tuberculose diagnosticada em 1917, morre em Kierling, a poucos quilómetros de Viena, deixando três romances fragmentários, que seriam publicados postumamente pelo seu amigo e testamenteiro Max Brod: O Processo (1925), O Castelo (1926) e América (1927), a que se seguiram volumes com contos, cartas e diários. A sua obra, centrada no homem solitário moderno, refém de uma vida absurda, tornar-se-ia uma das mais influentes do mundo literário do século XX.

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