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Camões Conseguiu Escrever Muito para Quem Só Tinha Um Olho...

Manuscrito Fora de Coleção

Lúcia Vaz Pedro

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Detalhes do Produto

Sinopse

À pergunta «Qual a função do apóstrofo?» o aluno responde: «Os apóstrofos são os discípulos de Jesus e andavam sempre com ele.»
A meio da aula há um aluno que levanta uma dúvida: «Professora, como é que Camões conseguia escrever tanto só com um olho?»
Honestidade acima de tudo! O que fazer quando um aluno escreve na pergunta de um teste: «Não estudei. Ou tive uma branca. Não me lembro da matéria. Pode dar nega»?
Analisando o Auto da Barca do Inferno, à pergunta «Indica o símbolo cénico do Judeu e explica a sua simbologia» o aluno responde: «É o body e serve para o judeu não ir nu para o Inferno.» Uma pequena confusão entre bode e body…
Ao pedido de explicação do famoso verso «Vai fermosa e não segura» de Luís Vaz de Camões, os alunos mostram que a imaginação não tem limites… «Este verso quer dizer que ela é bonita e ninguém lhe liga nenhuma», «Se ela não se sentia segura não devia ir», «Lianor ia toda bonita e ia sozinha, ia sem segurança, porque na época não havia seguranças».

Lúcia Vaz Pedro, professora de Português há mais de 25 anos, traz-nos alguns dos erros que foi colecionando em sala de aula, testes e exames nacionais, com a devida correção e explicação. À semelhança de Gil Vicente, o mestre que utilizava o cómico como forma de ensinar os outros, Lúcia Vaz Pedro acredita que é possível rir enquanto se ensina a falar e escrever em bom português.

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Autor

Lúcia Vaz Pedro

É professora do ensino secundário de Português e Francês na Escola Inês de Castro, em Vila Nova de Gaia. Licenciou-se em 1992 pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto e publicou mais de trinta livros (escolares, romances e infantis). Tem dado formação na área da língua portuguesa em centros de formação para professores, em colégios privados, na Universidade Católica, na Sonae, no Jornal de Notícias, no Porto Canal, no SNQTB, no Futebol Clube do Porto, no El Corte Inglês, na FNAC. Desde 2012, escreve crónicas para o Jornal de Notícias sobre língua portuguesa. Em 2014, foi convidada pelo Instituto Politécnico de Macau para dar formação aos professores universitários chineses, subordinada ao tema «Comunicação e Expressão». Escreveu ainda artigos para o Observatório da Língua Portuguesa e é colaboradora do Ciberdúvidas. Foi entrevistada para a Folha de S. Paulo a propósito do Acordo Ortográfico. Elaborou um contributo para o grupo de trabalho parlamentar para avaliação do impacto da aplicação do Acordo Ortográfico de 1990. Foi responsável pela rubrica diária no Porto Canal, onde apresentou e esclareceu todas as dúvidas acerca do «Português Atual». Em 2018, foi-lhe atribuída a medalha de mérito cultural pela Câmara Municipal de Gaia. É uma mulher dinâmica, sensível e cativante. Uma cidadã preocupada com a valorização cultural das gentes da sua terra, do seu país e do mundo.

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