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Sinopse

«O brutalismo baseia-se na profunda convicção de que o vivo e as máquinas deixaram de se distinguir. A matéria é a máquina dos nossos dias, o computador no seu mais amplo sentido, bem como o nervo, o cérebro e toda a realidade numinosa. É nela que reside a centelha do vivo. Doravante, os mundos da matéria, da máquina e da vida serão indestrinçáveis.»

Brutalismo (2020) é uma reflexão acerca da derradeira metamorfose do neoliberalismo em colonialismo à escala global.

Para o autor, a humanidade acaba de entrar na sua última era — demolidora e brutal, produtivista e obscura como a escola arquitectónica que lhe dá nome —, uma era em que qualquer ordenamento humano se rege pela computação e o algoritmo, em que todas as esferas da existência foram conquistadas pelo capital, em que tudo converge para uma unificação planetária sem precedentes. Perante o pacto entre política, tecnologia e biologia que intervém no âmago das nossas vidas, exercendo uma insidiosa violência sobre o ambiente, os corpos e as mentes, num ambicioso e descontrolado projecto de transformar a humanidade em matéria e energia, Achille Mbembe apela a uma refundação do sentido de identidade, comunidade e solidariedade.

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Autor

Achille Mbembe

Referência na área dos estudos pós-coloniais, Achille Mbembe (n. 1957) é professor de História e de Ciência Política na Universidade de Witwatersrand, em Joanesburgo, e lecciona na Universidade Duke, nos EUA. Um dos pensadores contemporâneos mais prolíficos e activos, tem uma extensa obra publicada sobre história e política africanas, na qual explora os temas do poder e da violência. É autor, entre outros ensaios, de De la postcolonie — Essai sur l’imagination politique dans l’Afrique contemporaine (2000), Sortir de la grande nuit — Essai sur l’Afrique décolonisée (2010), Crítica da Razão Negra (Antígona, 2014) e Políticas da Inimizade (Antígona, 2017).

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