Monique Wittig
Monique Wittig (1935-2003), escritora, filósofa e teórica feminista, foi uma das figuras centrais dos movimentos feministas e lésbicos em França. O seu primeiro romance, L’Opoponax (1964), recebeu o Prémio Médicis, e As Guerrilheiras (1969, Antígona 2024), o seu trabalho mais influente, tornou-se um dos textos feministas mais lidos do século XX. Indissociável da sua obra literária e teórica, a militância política levou-a a envolver-se nas revoltas estudantis e operárias do Maio de 68; foi uma das fundadoras do Movimento de Libertação das Mulheres, a par de outros grupos feministas e lésbicos que se opuseram à sociedade patriarcal e à dominação sobre as mulheres. Em 1974, é uma das tradutoras das Novas Cartas Portuguesas, de Maria Isabel Barreno, Maria Velho da Costa e Maria Teresa Horta. Mudou-se para os EUA em 1976, onde leccionou nas universidades de Nova Iorque, Berkeley e Duke e publicou os seus principais textos teóricos, mais tarde reunidos em Pensamento Straight e outros ensaios. A sua obra permanece uma referência do pensamento feminista e da teoria queer, influenciando autoras como Judith Butler e Virginie Despentes.