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Arquitectura e Poder - O Real Edifício de Mafra

António Filipe Pimentel

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Sinopse

Construção mítica e sobretudo, mitificada, o Palácio-Convento de mafra, seguramente uma das maiores construções jamais tentadas em Portugal, excitou, como poucas, a verve de panegiristas e (mais ainda) detractores. Outro tanto se poderá dizer de D. João V, o faustoso soberano que lhe ordenou a construção, unidos que ambos ficaram, indissoluvelmente, na (má) memória colectiva. Foi este o ponto de partida da investigação do autor: a convicção de que “cristalizada nas pedras que o passar dos séculos vai lentamente corroendo, jaz uma sociedade inteira, com os seus anseios, as suas dúvidas, os seus sonhos sempre semi-realizados”. E de que “essa comunidade invisível, esse fantasma de sociedade, plasmou-os o artista, conscientemente ou não, na obra feita”. Ao termo, descobriria um edifício fascinante como poucos. Uma utopia – a cidade mármore. E um tempo também, um tempo de confronto, onde passado e presente se debatem num diálogo permanente e apaixonante, que acabaria por configurá-lo como um dos mais interessantes e singulares momentos da cultura portuguesa.

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Autor

António Filipe Pimentel

Nasceu em São Pedro de Alva, Penacova, em 1959 e licenciou-se em História, variante de História da Arte, em 1985, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, aí obtendo também o grau de mestre em História Cultural e Política da Época Moderna, em 1991, com a dissertação intitulada Arquitetura e Poder: o Real Edifício de Mafra, galardoada com o Prémio Gulbenkian de História da Arte 1992/04 e há muito editada e prestando provas de doutoramento em 2002, com a dissertação A Morada da Sabedoria. I – O Paço Real de Coimbra: das origens ao estabelecimento da Universidade, publicada em 2005. Desde 1986 que é professor do respetivo Instituto de História da Arte, de que foi Diretor entre 2006 e 2009, exercendo igualmente, entre 2007 e 2009, as funções de Pró-Reitor da Universidade para o Património (com competências na área do Património, Turismo e Candidatura UNESCO — de cujo dossiê científico é coordenador) — que abandonou para assumir as de Diretor do Museu Grão Vasco (Viseu), que exerce atualmente. O seu trabalho tem incidido, fundamentalmente, sobre a arte barroca portuguesa, em diversos domínios, mas o seu interesse pelos mecanismos de representação do poder levá-lo-ia a centrar os seus estudos no âmbito da arquitetura áulica e palaciana (como obra-de-arte-total), que tem procurado delimitar enquanto área científica, que projeta para uma necessária diacronia, ao mesmo tempo que impõe uma nova metodologia, necessariamente transversal, no que respeita ao modo de fazer História da Arte. Académico correspondente nacional da Academia Nacional de Belas Artes, membro da Sociedade Científica da Universidade Católica Portuguesa e membro permanente do Júri do Prémio Dr. Vasco Valente de artes decorativas, do Círculo Dr. José de Figueiredo do Museu Nacional de Soares dos Reis (Porto), colabora regularmente com instituições científicas nacionais e internacionais e conta com mais de seis dezenas de títulos publicados, a grande maioria em prestigiadas publicações científicas nacionais e estrangeiras ou catálogos de exposições, em Espanha, França, Inglaterra, Bélgica, Alemanha, Polónia, Eslováquia, Eslovénia e Brasil.

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