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Sinopse

«Se viveres, um dia serás livre; a pedra do sepulcro é que nunca se levanta.»

Amor de Perdição narra o drama de um trágico triângulo amoroso entre Simão Botelho, Teresa de Albuquerque e Mariana da Cruz. Profundamente apaixonados mas descendentes de famílias rivais envolvidas numa quezília antiga, Simão e Teresa verão o seu amor proibido pelo orgulho dos pais e condenado por uma moral social bafienta, precipitando assim os destinos dos dois jovens amantes e de Mariana, que amava Simão, em silêncio.

Escrita na Cadeia da Relação do Porto em 1861 durante uma pena que cumpria o próprio autor pelo delito de amar uma mulher casada, esta novela é considerada umas das obras-primas da literatura romântica portuguesa. 

Observador astuto da condição humana e crítico mordaz da falsa moral e da hipocrisia, Camilo Castelo Branco teceu uma trama intensa, onde o amor se prefigura como uma voz insubordinada em defesa da liberdade. 

Edição de Ivo Castro 

(professor catedrático de Filologia na FLUL) para a INCM

 Introdução de Abel Barros Baptista 

(Professor Estudos Literários FCSH, autor de vários ensaios sobre teoria da literatura e sobre a obra de Camilo Castelo Branco)


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Autor

Camilo Castelo Branco

Nasceu em 1825, em Lisboa, e faleceu em 1890, em S. Miguel de Seide (Famalicão). Com uma breve passagem pelo curso de Medicina, estreia- -se nas letras em 1845 e em 1851 publica o seu primeiro romance, Anátema. Em 1860, na sequência de um processo de adultério desencadeado pelo marido de Ana Plácido, com quem mantinha um relacionamento amoroso desde 1856, Camilo e Ana Plácido são presos, acabando absolvidos no ano seguinte por D. Pedro V. Entre 1862 e 1863, Camilo publica onze novelas e romances, atingindo uma notoriedade dificilmente igualável. Tornou-se o primeiro escritor profissional em Portugal, dotado de uma capacidade prodigiosa para efabular a partir da observação da sociedade, com inclinação para a intriga e análise passionais. Considerado o expoente do romantismo em Portugal, autor de obras centrais na história da literatura nacional, como Amor de Perdição, A Queda dum Anjo e Eusébio Macário, Camilo Castelo Branco, cego e impossibilitado de escrever, suicidou-se com um tiro de revólver a 1 de Junho de 1890.


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